Degase participa do Seminário Nacional de Atualização do Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo
Com a participação de dois egressos do Departamento, evento aconteceu em Brasília e reuniu representantes da socioeducação de todo o país, destacando o protagonismo juvenil e o trabalho em rede
O Degase participou, entre os dias 14 e 16 de outubro, do Seminário Nacional de Atualização do Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo (PNAS), realizado em Brasília pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
Representando o Degase, dois jovens egressos (uma menina e um menino) integraram a comitiva fluminense que levou ao encontro experiências, aprendizados e produções das etapas regionais de escuta e mobilização. Os adolescentes foram acompanhados pela diretora do Criaad Galeão, unidade de semiliberdade feminina, Alessandra Vasconcellos. No evento ainda participaram representantes do Cense Aeroporto Dom Bosco, da Coordenação de Segurança e Inteligência e da Assessoria de Relações Interinstitucionais, esta última representada pela assessora Nina Silva, que representou a direção-geral do Departamento.
O seminário teve como propósito ampliar a participação social e fortalecer o diálogo entre quem vive e quem faz a socioeducação no país. A proposta foi reunir diferentes olhares: de adolescentes, famílias, gestores e profissionais, para avaliar, revisar e atualizar juntos o Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo. Com métodos participativos e foco na escuta, o encontro valorizou a representatividade de cada território e o protagonismo juvenil, reforçando que políticas públicas ganham força quando são construídas de forma coletiva, democrática e com base na realidade de quem faz parte delas.
Destacamos a trajetória da jovem egressa que atualmente trabalha com carteira assinada como Jovem Aprendiz no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), após encaminhamento pelo Degase, um exemplo concreto de como o acompanhamento e a articulação institucional podem abrir portas e gerar novas perspectivas de vida.
Sair do Rio de Janeiro, embarcar pela primeira vez em um avião e chegar a Brasília para conhecer pessoas de todas as regiões do país foi mais do que uma viagem, foi uma experiência de reconhecimento e pertencimento. Os jovens puderam participar ativamente da construção de algo que impacta a vida de muitos outros adolescentes, mostrando que quem vive a socioeducação também pode ajudar a transformá-la.
Cada passo dessa caminhada representa o que é possível quando há escuta, oportunidade e confiança. Porque recomeçar não é um ato solitário, só acontece quando há suporte, rede de apoio e pessoas que acreditam no potencial de cada jovem.