Cartas para si mesmos: adolescentes refletem sobre “Territórios” em oficina do projeto Ler, Viver e Existir

Cartas para si mesmos: adolescentes refletem sobre “Territórios” em oficina do projeto Ler, Viver e Existir
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Atividade no Cense Ilha uniu literatura, fotografia e escrita para promover reflexões sobre pertencimento, cidade e recomeço

No dia 3 de outubro, a Biblioteca do Cense Ilha recebeu mais uma edição do projeto “Ler, Viver e Existir”, com uma oficina dedicada ao tema “Territórios”. A atividade convidou os adolescentes a refletirem sobre os espaços que habitam - internos e externos - e sobre a relação entre identidade, cidade e possibilidades de reconstrução.

Durante o encontro, os jovens exploraram obras que retratam o Rio de Janeiro sob múltiplos olhares, como O Livreiro Alemão, de Otávio Júnior; Rocinha sobre Lentes, de Diego Cardoso, Erick Dias e Marcus Costa; e Urbegrafia – um mosaico cultural do Rio, do Núcleo de Ideias (NDI). Por meio da leitura e das imagens, viajaram por praças, monumentos, pontos turísticos e espaços culturais da cidade. Aqueles que vivem na capital do Rio compartilharam lembranças e histórias desses lugares com colegas de outras regiões, em um diálogo sobre pertencimento e diversidade.

A oficina também incluiu a exibição do documentário “A Maior Horta da América Latina”, que mostra o impacto da agricultura urbana na comunidade de Manguinhos e como o cuidado coletivo transforma territórios e vidas. Inspirados pela reflexão, os adolescentes encerraram o encontro escrevendo cartas na terceira pessoa, endereçadas a si mesmos, expressando desejos, planos e sentimentos sobre o retorno ao convívio familiar e comunitário.

O grupo demonstrou envolvimento e sensibilidade diante de cada proposta, reforçando o papel da leitura e da escrita como instrumentos de autoconhecimento e promoção de experiências educativas que ampliam horizontes e cultivam novas formas de existir em sociedade.