JOVENS DO CENSE VOLTA REDONDA PARTICIPAM DE PROGRAMAÇÃO INTENSA DE ATIVIDADES
Cerca de 70 adolescentes foram atendidos em nove oficinas diferentes, promovidas pelo Colégio Estadual Irmã Terezinha de Barros
Os adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação no Centro de Socioeducação Irmã Asunción de La Gándara Ustara (Cense Volta Redonda) tiveram um mês de janeiro repleto de oficinas de áreas variadas, oferecidas pelo Colégio Estadual Irmã Terezinha de Barros, que funciona dentro da unidade.
A iniciativa, que atendeu a aproximadamente 70 socioeducandos, aconteceu por meio do projeto “Educação em Movimento”, promovido pela Secretaria Estadual de Educação, com o objetivo de desenvolver diversas atividades para os jovens em privação de liberdade durante suas férias escolares.
De segunda à sexta-feira, os meninos tiveram acesso às seguintes oficinas: Xadrez no Cotidiano, com Marcos Vinícius Bittencourt; DJ, como tudo começou! e Produção Textual: Poemas e Poesias musicais, ambas com Matheus Prado Pacheco; Atividades Recreativas: Um olhar para o Esporte, com Marcos Aurélio Rosa de Moraes; Hip Hop e Graffit, com Jef (Jeferson Gomes de Arantes) e Zulu Max Muffin; Musicalização, com André Luiz; A arte da Fotografia, com Ailan Alves; Capoeira, com Edimar Zambroni Júnior e Mestre Clóvis; além de rodas de conversa com Muffin, Zambroni e colaboração da produtora Ana Balarin.
Segundo a diretora do Colégio Estadual Irmã Terezinha de Barros, Wanessa Maciel, o apoio da Seeduc e da unidade socioeducativa do Sul Fluminense foram fundamentais para a realização das atividades.
- Por meio deste projeto, pudemos oferecer oficinas que atendem ao interesse dos adolescentes, fazem parte da realidade deles e que adoraram participar. Juntamos as atividades da escola às oferecidas pelo Cense e, em parceria, conseguimos preencher esse período de férias com uma programação variada, todos os dias - pontuou a diretora, que também ressaltou e agradeceu ao empenho da diretora adjunta da unidade escolar, Dirlaine Gil.
Um dos oficineiros, o professor Zulu Max Muffin, é membro da “Universal Zulu Nation”, primeira organização do HipHop como expressão cultural, criada há mais de 45 anos. Em suas oficinas, Max apresentou a cultura Hip Hop aos adolescentes e como ela foi uma peça chave para construir tratados de paz nos guetos norte americanos. Trazendo a expressão do grafite com as aulas do professor Jef e as rodas de conversa com o professor Ed Zambroni, os oficineiros também promoveram o incentivo à leitura com livros e gibis, além de poesia e músicas como Racionais Mc’s, propondo conversas sobre o que chamava a atenção dos adolescentes nas letras.
- Como desenvolvemos este trabalho ao longo de todo o mês de janeiro, vimos a evolução e como muitos jovens vão, aos poucos, se abrindo ao diálogo, à participação e às novas informações e reflexões que estamos propondo. Buscamos dar voz e realmente escutar o que eles têm a expressar. Em pouco tempo pudemos ver diversos talentos que só precisam de incentivo para desabrochar ainda mais - finalizou Muffin.