A Pesagro-Rio mantém articulação com todos os seguimentos responsáveis pela preservação ambiental, principalmente as atividades que interagem com a preservação das florestas.
Quanto à grande quantidade de áreas agrícolas degradadas por ação do desenvolvimento agropecuário, são impostas duas atividades básicas: a reposição florestal e o plantio em sistemas integrados à formação de florestas compostas, com atividades de culturas vegetais de caráter econômico e, ainda, incluindo animais, formando os sistemas agroflorestais e/ou agrossilvopastoris, objetivando a cobertura superficial do solo, integrado às atividades de sustentabilidade social, econômica e ambiental.
De acordo com o pesquisador Aldo Bezerra de Oliveira, responsável pelo Centro Estadual de Pesquisa em Agroflorestas, a Pesagro-Rio vem atuando na integração dos órgãos representativos do setor, além de fazer diretamente algumas atividades voltadas à preservação ambiental. Para a reposição florestal, a Pesagro vem produzindo mudas de espécies nativas do bioma Mata Atlântica e as distribuindo a diversos municípios do Estado do Rio de Janeiro, visando à recomposição das florestas destruídas. Dentre os municípios contemplados no período 2024/2026, destacam-se: Carapebus (1.507 mudas); Mendes (3.055 mudas); Rio Bonito (3.006 mudas); Cantagalo (3.946 mudas); São João de Meriti (3.010 mudas); São José de Ubá (2.000 mudas); Paracambi (2.666 mudas); Nova Iguaçu (500 mudas); Itaperuna (3.500 mudas); São Francisco de Itabapoana (500 mudas); Macaé (600 mudas); Areal (400 mudas); Italva (600 mudas); Parati (500 mudas); Piraí (600 mudas); Mendes (400 mudas); Araruama (500 mudas); Casimiro de Abreu (500 mudas); Aperibé (500 mudas); Tanguá (1.500 mudas); Quatis (400 mudas); Carapebus (5.000 mudas); São Pedro D’Aldeia (5.000 mudas).

Por outro lado, vem desenvolvendo a formação de florestas em sistemas agroflorestais com a finalidade de fazer a cobertura adequada da superfície, visando à recuperação dos solos degradados, com sustentabilidade econômica e ambiental.
Nesse contexto, a ampliação de práticas sustentáveis no meio rural se apresenta como estratégia essencial para garantir a conservação dos recursos naturais e a produtividade das áreas agrícolas, promovendo a integração entre conhecimento técnico, responsabilidade ambiental e desenvolvimento regional, acrescenta o pesquisador.
Contemporaneamente, a proteção das florestas estará sempre ligada à sustentabilidade, com o equilíbrio de manter a floresta e as atividades econômicas do meio rural com a preservação de ambos, e isso vai depender muito da conscientização do homem do campo, conclui.