A laranja volta ao Rio para escrever uma nova história
Laranja de Tanguá
FRUTICULTURA

As laranjas produzidas na região de Tanguá têm ganhado destaque no cenário econômico rural do Rio de Janeiro. A fruta cultivada na região, que abrange os municípios de Araruama, Itaboraí, Rio Bonito e Tanguá, chama a atenção no mercado pela sua doçura incomparável e baixa acidez. Essas características são resultado de uma série de fatores naturais (qualidade de solo e clima) e humanos (capacitação e organização da mão de obra).

O prestígio da laranja de Tanguá vem sendo conquistado ao longo dos anos. Em 2017, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já mostravam que os três maiores produtores do estado eram Tanguá (6.379 toneladas), Araruama (5.845 toneladas) e Rio Bonito (4.643 toneladas).

O crescimento do cultivo da fruta na região fez com que a Associação de Citricultores e Produtores Rurais de Tanguá (ACIPTA) protocolasse o pedido de registro da Indicação Geográfica (IG) das Laranjas da Região de Tanguá no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na categoria Denominação de Origem. 

Laranja de Tanguá

Com o selo do IG, as laranjas de Tanguá ganham a garantia de suas características únicas. Quem mais ganha com isso é o cliente final, que vai poder levar para casa uma fruta excelente para o consumo de mesa.

No passado, o Rio já teve fama de grande produtor de laranjas. A citricultura estadual era localizada na Baixada Fluminense, tendo como destino o mercado externo. No entanto, depois da Segunda Guerra, a atividade entrou em declínio. Hoje, podemos nos orgulhar de dizer que a laranja voltou ao Rio.

Mais doce e sustentável, a fruta promete escrever uma nova história.

O produtor associado à ACIPTA pode retirar seu selo de IG pelo site laranjasregiaodetangua.com.br