A semente é o principal veículo de transferência tecnológica, que leva consigo as características potenciais para cada região, tipo de solo, clima, além de capacidade produtiva e resistência à diferentes pragas e doenças, o que pode permitir ao agricultor o sucesso de sua lavoura.
É provável que seja o insumo com maior valor agregado, pois leva consigo a constituição genética da cultivar (variedade e híbrido), fruto de muitos anos de trabalho desenvolvido pela pesquisa.
Uma semente inadequada ou de baixa qualidade coloca em risco a eficiência da atividade e todos os demais itens do custo de produção aplicados às lavouras.
A qualidade da semente pode ser influenciada por diversos fatores, tais como: no campo durante a sua formação (fertilidade do solo, umidade, temperatura, fotoperíodo e controle de plantas daninhas, de pragas e de doenças); na colheita (danos mecânicos, umidade);na secagem (vigor, viabilidade); no beneficiamento (qualidade fisiológica, sanitária); e no armazenamento (umidade, temperatura).
A escolha correta da semente/cultivar para ser plantada em um determinado ambiente e sistema de produção é o ponto de partida para instalação de uma boa lavoura e consequentemente para obter uma boa produtividade. Os híbridos são mais apropriados para lavouras de médio e/ou alto investimento. As variedades são indicadas, preferencialmente, para sistemas de produção de menor custo, como os do segmento da agricultura familiar. No momento em que o produtor adquire semente de uma determinada cultivar, espera-se que a cultura resultante tenha atributos inerentes à cultivar, como potencial de produção, resistência à pragas e a doenças específicas.
Dentre as cultivares para produção de grãos recomendadas pela PESAGRO-RIO/CEPAAR estão as variedades BR 106, BRS 4157 (Sol da Manhã), BRS 4103, BRS 4104, BRS Caimbé e AL Bandeirante, e os híbridos BRS 1055, BRS 1060, BRS 2020, BRS 2022, BR 205 e BR 206.