Durante o encontro, a polícia garantiu mais rigor no patrulhamento, aumento da fiscalização em ferros-velhos clandestinos e melhoria na comunicação com a categoria
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro realizou, nesta quinta-feira (29/01), uma reunião com representantes de motoboys para ouvir demandas e discutir soluções voltadas à segurança. Entre as principais solicitações apresentadas pela categoria está o maior controle sobre plataformas virtuais de compra e venda de veículos e peças. O diretor da Divisão de Roubos e Furtos de Automóveis (DVRFA), delegado Mauro Cesar, informou que há investigações em andamento para coibir esse tipo de comercialização irregular e pediu o apoio dos motoboys na denúncia de pontos clandestinos de venda.
Também foi destacada a necessidade de aprimorar a comunicação direta entre motoboys, batalhões e delegacias, além do reforço do policiamento ostensivo, da intensificação das abordagens em blitzes e do aumento da fiscalização - especialmente no período noturno. Durante a conversa, o subsecretário de Gestão Operacional da Polícia Militar, coronel Ranulfo Brandão, afirmou que irá se reunir com comandantes para tornar a troca de informações mais ágil e eficiente, além de buscar o fortalecimento do policiamento ostensivo com o apoio do BTM (Batalhão Tático de Motociclistas).
O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, ressaltou que o crescimento da frota de motocicletas no estado exige novas estratégias de atuação e reforçou a importância do diálogo.
- O número de motocicletas aumentou muito e, atualmente, elas são o veículo mais roubado e também o mais utilizado para roubos. Não podemos permitir irregularidades, como motociclistas sem capacete ou circulando pelas calçadas. Vamos estender a mão e ajudar no que for preciso, mas precisamos da colaboração de vocês. Nossa ideia é que vocês sejam nossos olhos nas ruas, afirmou.
A reunião reuniu autoridades das polícias Civil e Militar, parlamentares e lideranças da categoria, com foco no aumento dos roubos de motocicletas e no uso desses veículos em práticas criminosas.