Instituto de Segurança Pública faz reunião com membros da Comissão Parlamentar Especial da Câmara de Vereadores do Rio
Instituto de Segurança Pública faz reunião com membros da Comissão Parlamentar Especial da Câmara de Vereadores do Rio
Renata Fortes e Marianna Carmelini
03/04/2009 13:57h
Criação de indicadores estatísticos para a Cidade do Rio de Janeiro. Isso foi o que motivou um grupo de vereadores a formar a Comissão Parlamentar Especial da Câmara para debater assuntos ligados à Segurança Pública. Com o objetivo de traçar um diagnóstico mais profundo sobre a Cidade, a comissão presidida pelo vereador Alfredo Sirkis, e os demais membros do legislativo municipal, Patrícia Amorim, Professor Uóston, Alexandre Cerruti e Leonel Brizola Neto, estiveram na manhã de quarta-feira (01.04.09) no Instituto de Segurança Pública para um encontro com o Diretor-Presidente do ISP, Cel PM Mário Sérgio de Brito Duarte e com o Vice-Presidente, Ten Cel PM Robson Rodrigues da Silva.
[Ouça o Vereador Alfredo Sirkis]
Foto: Divulgação / ISP
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Vereadora Patrícia Amorim; Vice-Presidente do ISP, Ten Cel PM Robson Rodrigues da Silva; Diretor-Presidente do ISP, Cel PM Mário Sérgio de Brito Duarte; Vereador Alexandre Cerruti; Vereador Alfredo Sirkis; Vereador Leonel Brizola Neto.
A reunião que se estendeu por mais de quatro horas, iniciou com um breve resumo do Cel Mário Sérgio sobre as atribuições inerentes ao Instituto, os setores existentes e os 24 projetos criados pela nova gestão do ISP que, aguardam dotação orçamentária. Dentre estes podemos destacar a Pesquisa de Desaparecidos (leia mais sobre a pesquisa abaixo da matéria); Relatórios de Impacto de Segurança Pública; Projeto Escola com Cidadania; Curso de Capacitação de Mediadores de Conflitos; Curso de Capacitação para Policiais no uso de Interpretação de Recursos Cartográficos e Análises Espaciais Avançadas e o Projeto Jovens Pesquisadores Conhecendo a Própria Realidade. De acordo com o coronel, a nova fase do ISP possibilita à ciência caminhar junto às questões de Segurança Pública.
[Ouça o Presidente do ISP, Cel PM Mário Sérgio]
Os vereadores trocaram informações com o Presidente e o Vice-Presidente do Instituto, no âmbito estadual, municipal e federal. Questões sobre o tráfico de drogas inter-estadual e transnacional, que afetam direta e indiretamente a Cidade do Rio de Janeiro também foram debatidas, assim como sugestões de pesquisas sobre o controle territorial do tráfico, das milícias e o número de mortes provocadas pelo consumo de drogas, distinguindo as mortes que ocorreram pelo uso excessivo de agentes químicos, daquelas ocasionadas pela disputa do valor econômico das drogas. As ocupações feitas recentemente nas comunidades Dona Marta e Cidade de Deus e a participação da Guarda Municipal nas ações de segurança também fizeram parte da pauta da reunião.
[Ouça o Vice-Presidente do ISP, Ten Cel PM Robson Rodrigues]
[Ouça o Vereador Alfredo Sirkis]
Todos os questionamentos para a área de Segurança Pública que a Comissão Parlamentar Especial da Câmara trouxe ao ISP foram discutidos.
Um novo encontro, ainda sem data definida, entre os vereadores e o presidente do ISP deve acontecer nos próximos meses em audiência pública na Câmara Municipal.
SOBRE A PESQUISA DE “DESAPARECIDOS
NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO”
Essa pesquisa tem como objetivo mapear as ocorrências de pessoas desaparecidas no estado do Rio de Janeiro, no ano de 2007. A base de dados a ser utilizada será proveniente de 4.600 ocorrências registradas pela polícia civil naquele período. As informações primárias serão coletadas a partir de entrevistas com familiares dos desaparecidos na tentativa de traçar um perfil dessas pessoas (sexo, raça, idade, nacionalidade, naturalidade, renda, escolaridade, local de moradia e localização da ocorrência por AISP), além de identificar as circunstâncias das ocorrências e as possíveis causas.
Além do conhecimento e da análise quantitativa do problema, o documento busca a padronização na coleta de informações, a inserção de um banco de dados que poderá ser utilizado como ferramenta de integração entre diferentes órgãos ligados a questão e ainda visa contribuir para o estabelecimento de normas e procedimentos policiais diante de tais ocorrências.
A primeira fase é referente a sistematização dos dados provenientes dos Registros de Ocorrência (RO’s) de desaparecidos que constam no banco de dados da polícia civil.
A segunda etapa da pesquisa quantitativa sobre os desaparecidos é a coleta de dados primários e de informações de acordo com o perfil dos entrevistados, com elaboração de questionário a ser aplicado aos familiares das vítimas. A seguir, tentar-se-á indagar os motivos que levaram ao desaparecimento, como, por exemplo, rapto, tráfico de órgãos e drogas, prostituição e exploração sexual, dependência química, prisão, internação em abrigos ou asilos, entre outros.
A terceira fase tem como objetivo geral produzir material didático-pedagógico que oriente e esclareça as policias e a sociedade civil como proceder diante de um provável caso de desaparecimento. Pretende-se produzir cartilhas, cartazes e folderes. A ação pretende disponibilizar a cartilha na Internet e planejar a distribuição do material em algumas instituições: polícias civil e militar, academias de polícia do Brasil, SENASP, além da FIA, hospitais públicos, asilos, abrigos, conselhos tutelares, ONG’s, imprensa e etc. É importante ressaltar que os Conselhos Comunitários de Segurança serão brindados com exemplares para distribuição em suas comunidades.
E por fim a quarta e última fase promoverá a divulgação dos resultados da pesquisa em workshops aberto ao público.
A responsabilidade do projeto, designado pelo Presidente do ISP, Cel PM Mário Sérgio de Brito Duarte, é da Coordenadoria de Projetos da Instituição, chefiada pelo doutor em medicina preventiva, Thales Pontes Luz. Além dele, também fazem parte da equipe a delegada Edna Pinto de Araújo, a perita criminal da Polícia civil, Lia Maria Loiola Galuzzio, a mestranda em saúde coletiva, Eliane Santos da Luz, a doutoranda em ciências políticas, Vanessa Campagnac da Silva Barros, o estagiário Márcio Alexandre da Mota Duarte e o consultor externo, doutor em ciências sociais, Gláucio Ary Dillon Soares. A previsão de término da pesquisa é de um ano.
Assessoria de Imprensa do Instituto de Segurança Pública – ISP
Tel: 2332-9690 Renata Fortes 8596-5244
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