Número de vítimas de balas perdidas no Estado é o menor desde 2007
Número de vítimas de balas perdidas no Estado é o menor desde 2007
Renata Fortes e Karina Nascimento
04/04/2011 09:50h
O Instituto de Segurança Pública concluiu hoje o Relatório Temático Bala Perdida referente ao ano passado. De acordo com o levantamento 139 (cento e trinta e nove) pessoas foram vítimas de balas perdidas em 2010, sendo 15 (quinze) fatais e 124 (cento e vinte e quatro) não-fatais, entre janeiro e dezembro do ano passado. Cabe destacar, que desde o início do governo Sérgio Cabral esse número vem diminuindo significativamente. Em 2007 foram 279 vítimas; em 2008 foram 236; em 2009, 193; e em 2010, 139 vítimas.
A área com maior incidência de vítimas de balas perdidas em 2010 foi a capital fluminense, com 97 (noventa e sete) vítimas, ou seja, 69,8% do total das vítimas de balas perdidas. A maior parte dos registros indicou que as vítimas eram do sexo masculino, e foram atingidas em via pública. O ano passado foi o que apresentou a menor incidência de vítimas não-fatais (124 vítimas) se compararmos com o último triênio (2008, 2009, 2010).
Com base ainda nos dados georreferenciados em 2010, 6 (seis) Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) reuniram mais de 60% das vítimas no Estado. Em ordem decrescente em termos de vítimas foram elas: (AISP 3, AISP 9, AISP 15, AISP 16, AISP 1 e AISP 22).
Em relação ao período de janeiro a dezembro de 2009, foi observada uma redução de 28,0%. Os números de 2009 foram os seguintes: 193 (cento e noventa e três) pessoas vítimas de balas perdidas entre janeiro e dezembro, sendo 8 (oito) fatais e 185 (cento e oitenta e cinco) não fatais.
O relatório tem como objetivo apresentar o número de vítimas fatais e não-fatais de balas perdidas no Estado do Rio de Janeiro no acumulado do ano de 2010, e uma série histórica do fenômeno no triênio 2008 / 2010.
A análise do tema buscou levantar algumas características das vítimas (sexo e idade), bem como identificar o local do fato e observar se há menção a algum evento nas proximidades, tais como: ação policial, ação de criminosos ou ainda outros fatos de natureza diversa como festas, disparos contra terceiros e roubos.
É importante esclarecer que o relatório é produzido diante do que foi convencionado pelo senso comum como “bala perdida”, não constituindo conceito jurídico ou sociológico. Assim, fica entendido como “vítima de bala perdida” a pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo, sendo, no entanto, atingida por projétil e podendo vir a falecer ou não. Para fins dessa análise, foi considerado o número de vítimas que é preenchido no campo “Dinâmica dos fatos” dos Registros de Ocorrência Policial (RO) oriundos das Delegacias, assim pode um RO ter mais de uma vítima.
Estas e outras informações referentes ao Relatório Temático de Bala Perdida de janeiro a dezembro de 2010 já estão disponibilizadas, na íntegra, em nosso site www.isp.rj.gov.br (publicações / séries estudos).
Assessoria de Imprensa do Instituto de Segurança Pública – ISP
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