Coordenadora dos Conselhos Comunitários participa de inauguração de unidade móvel de atendimento à mulher em Campos dos Goytacazes
Coordenadora dos Conselhos Comunitários participa de inauguração de unidade móvel de atendimento à mulher em Campos dos Goytacazes
Karina Nascimento
19/06/2015 17:24h
Foi inaugurada em Campos dos Goytacazes, no dia 12 de junho, uma unidade móvel do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O projeto tem como intuito alcançar as mulheres que não tem acesso aos meios de denúncias. O ônibus ficará baseado em Campos, mas vai circular pelos outros municípios e contará com uma equipe formada por um juiz, promotor e oficial de justiça, entre outros profissionais.
Participaram da cerimônia o Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Fernando de Carvalho; a Primeira-Dama do Estado do Rio de Janeiro, Maria Lúcia Horta Jardim, representando o Governador Luiz Fernando Pezão; a Prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho; a juíza auxiliar da Presidência e idealizadora do Projeto Violeta, Adriana Ramos de Mello; o diretor-geral da Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa; a Corregedora-Geral da Justiça, desembargadora Maria Augusta Vaz; entre outras autoridades.
Durante o evento, a Coordenadora dos Conselhos Comunitários de Segurança, Major PM Claudia Moraes, fez uma palestra sobre os dados presentes no Dossiê Mulher 2015. A Major ressaltou que o interesse do Instituto de Segurança Pública (ISP), da Secretaria de Estado de Segurança (SESEG) e do Governo do Estado do Rio de Janeiro quando expõem os números desse tipo de violência é mostrar a realidade porque, em grande parte do nosso país, a violência contra a mulher é invisibilizada. “A exibição desses números e apresentação das estatísticas chama responsabilidade social, e ao mesmo tempo um mecanismo para que a gente envolva outros segmentos da sociedade”, frisou a Major.
Segundo dados presentes no Dossiê Mulher, que completou 10 anos em 2015, as vítimas do sexo feminino representam a maioria em oito dos onze títulos analisados: lesão corporal dolosa (64,0% dos registros são contra mulheres), estupro (83,2%), tentativa de estupro (91,3%), violação de domicílio (66,7%), supressão de documento (58,0%), calúnia/injúria/difamação (73,6%), ameaça (65,5%) e constrangimento ilegal (59,0%). E são minoria nos títulos: homicídio doloso (8,5%), tentativa de homicídio (12,3%) e dano (49,9%). O detalhamento de alguns desses delitos mostram um percentual significativo de mulheres que são vítimas de violência doméstica e/ou familiar: lesão corporal dolosa (60,5%), ameaça (56,5%), violação de domicílio (42,1%), supressão de documento (42,4%), calúnia/injúria/difamação (40,0%), dano (48,4%), tentativa de homicídio (35,5%), estupro (31,3%), constrangimento ilegal (31,3%), tentativa de estupro (26,3%) e homicídio doloso (12,4%). Das 25 mulheres vítimas de homicídio doloso em 2014 no Norte Fluminense, 20 ocorreram no município de Campos.
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