Grande parte da violência sofrida por crianças e adolescentes é cometida por pessoas próximas
Grande parte da violência sofrida por crianças e adolescentes é cometida por pessoas próximas
Karina Nascimento
23/11/2018 14:46h
Quarta edição do Dossiê Criança e Adolescente mostra que 47% das agressões físicase ameaças foram cometidas por familiares e conhecidos das vítimas.
O Instituto de Segurança Pública (ISP) lança hoje, 23 de novembro, a 4ª edição do Dossiê Criança e Adolescente. O estudo reúne os principais crimes relacionados à violência contra o público infantojuvenil no estado do Rio de Janeiro em 2017 e analisa a vitimização de crianças e adolescentes em suas diversas formas: física, sexual, moral, psicológica, patrimonial e periclitação da vida e da saúde.
Informações do Dossiê apontam que as formas de violência com maior participação de vítimas crianças e adolescentes são violência sexual (59%) e periclitação da vida e da saúde (49%). Boa parte dos crimes cometidos contra as crianças e adolescentes no ano passado foram praticados por familiares e conhecidos das vítimas. Eles foram os autores de 47% das agressões físicas e dos crimes de ameaça e constrangimento ilegal, de 40% dos crimes de violência sexual e 38% dos crimes de violência moral.
Esta edição apresenta uma análise especial com um perfil das vítimas de letalidade violenta, o comportamento temporal dos homicídios e os seus delitos associados. Acompanhando a tendência nacional, o estado do Rio de Janeiro também registrou um aumento de letalidade violenta contra crianças e adolescentes nos últimos anos. Nas mortes violentas, 90,5% dos adolescentes e 51,9% das crianças foram mortos por disparo de arma de fogo. A letalidade contra o grupo tende a se intensificar à medida que nos aproximamos de uma área sujeita ao controle ilegal do território.
Os dados organizados no Dossiê reforçam a necessidade de campanhas para informar a população de situações em que crianças e adolescentes tiveram seus direitos ameaçados ou violados, além de divulgar os canais disponíveis para o encaminhamento de denúncias que possam prevenir ou combater tais ameaças ou violações.
NOVIDADES
Pela primeira vez o Dossiê Criança e Adolescente, com o objetivo de aprimorar ainda mais as informações sobre violência sexual, e atendendo aos atuais enfoques da sociedade brasileira, analisou o ato obsceno e a importunação ofensiva ao pudor. Em 2017, 225 crianças e adolescentes denunciaram o crime de importunação ofensiva ao pudor nas delegacias do estado e, outras 45, o ato obsceno.
ESTUDOS
Na seção “Outros Olhares” do Dossiê, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publica um artigo sobre a criação e a atuação do Comitê para Prevenção de Homicídios de Adolescentes no Rio de Janeiro. Já no segundo artigo, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) descreve três ações desenvolvidas em 2018 para contribuir para a responsabilização e a prevenção de homicídios de crianças e adolescentes.
As informações divulgadas no Dossiê têm como fonte o banco de dados dos registros de ocorrência da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), relativos ao ano de 2017, disponibilizado pelo Departamento Geral de Tecnologia da Informação e Telecomunicações (DGTIT/PCERJ).
Assessoria de Imprensa do Instituto de Segurança Pública – ISP
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