A fruticultura brasileira registrou desempenho robusto no mercado internacional, consolidando a posição do país como um dos principais exportadores globais de frutas frescas e processadas.
Dados oficiais do AgroStat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), indicam que entre janeiro e novembro de 2025 o Brasil exportou cerca de 1,176 milhão de toneladas de frutas, um crescimento de 23,22% em volume em relação ao mesmo período de 2024, e obteve US$ 1,4 bilhão em faturamento FOB, um aumento de 9,23% no valor exportado, reforçando a resiliência do setor apesar de desafios externos.
O avanço das exportações também foi observado em períodos parciais do ano. No primeiro semestre, o Brasil embarcou mais de 546 mil toneladas, gerando receitas de US$ 583 milhões, com alta de 27,17% em volume e 12,58% em valor, frente ao mesmo intervalo de 2024, conforme estatísticas compiladas pela Abrafrutas e publicadas em parceria com a ApexBrasil.
Principais produtos
Entre os principais produtos exportados em 2025 destacaram-se o melão, que liderou em volume com mais de 118 mil toneladas, seguido pelo limão, manga e melancia; esta última, com crescimento expressivo de quase 76% no embarque, além da banana, papaia, abacate e uva, que também ampliaram sua presença nos mercados internacionais.
Diversificação de mercados
Esse desempenho reflete tanto a diversificação de destinos comerciais quanto a intensificação de esforços de promoção dos produtos brasileiros no exterior, por meio do Projeto Frutas do Brasil, uma iniciativa conjunta da Abrafrutas com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que tem promovido frutas brasileiras em feiras internacionais e missões comerciais para ampliar o acesso a novos mercados.
Produção nacional
No âmbito da produção nacional, embora dados detalhados de volume por espécie ainda estejam sendo compilados para o fechamento do ano, análises do mercado apontam que a produção interna e as condições climáticas, ao longo de 2025, favoreceram boa disponibilidade de frutas em áreas produtoras, contribuindo para a sustentação dos embarques ao exterior.
Desafios
O setor, contudo, enfrenta desafios estruturais, incluindo barreiras tarifárias em alguns mercados e custos logísticos elevados, que exigem esforços contínuos de adaptação e estratégias de diversificação de destinos e agregação de valor.
Por Larissa Machado
Com informações do MAPA, Abrafrutas, Apex e CEPEA