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Secretário participa da inauguração da primeira usina termelétrica do Porto do Açu

Secretário participa da inauguração da primeira usina termelétrica do Porto do Açu
Secretário participa da inauguração da primeira usina termelétrica do Porto do Açu

O governador Cláudio Castro e o secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, participaram nesta quinta-feira (30/9), da inauguração da UTE GNA I, primeira usina termelétrica a gás natural do Porto do Açu, localizado em São João da Barra. Com investimento de aproximadamente R$ 5 bilhões, o empreendimento, pertencente a Gás Natural Açu (GNA), gerou 12 mil empregos ao longo das obras. O evento contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

 

Maior usina a gás natural em operação no Sudeste e segunda maior do Brasil, a GNA I tem capacidade instalada de 1.338 MW, energia suficiente para abastecer 6 milhões de residências. A termelétrica reforça a vocação do Estado do Rio para se tornar um grande polo de energia, além de contribuir para a segurança energética do Sistema Interligado Nacional em um momento de crise do setor.

 

- Hoje é um dia de muita alegria. Já é possível enxergar claramente a recuperação de nosso estado, e a inauguração da GNA é mais uma prova de que o Rio de Janeiro está saindo desse momento difícil. Este empreendimento já é um dos maiores do país e um orgulho para o estado - afirmou o governador Cláudio Castro.

 

Com operação em ciclo combinado, a UTE conta com, aproximadamente, 30% de eficiência energética. Isso resulta em menor consumo de gás e menor emissão energética, garantindo o fornecimento de energia elétrica de base estável e segura, de forma a complementar a expansão de fontes renováveis do país.

 

- Aqui em São João da Barra está o exemplo de como o trabalho, a confiança e a força desses agentes têm trazido resultados para transformar o nosso país em um lugar cada dia melhor para todos os brasileiros – disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

 

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Vinicius Farah, a entrada em operação da usina é um marco que comprova o pioneirismo e o protagonismo do estado no setor de energia.

 

- O desenvolvimento estratégico do hub de gás no Porto do Açu já está atraindo industrias de uso intensivo de gás que irão utilizar a retroárea do porto e possibilitar a reindustrialização do estado. Além disso, possibilita a aceleração de projetos de energia renovável e de baixo carbono que pretendemos atrair para o Rio de Janeiro nos próximos anos – acrescenta o secretário.

 

Anúncio de nova termelétrica

 

Na cerimônia, o diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke, anunciou o início das obras de uma nova usina, a GNA II. Com 1.672 MW de capacidade instalada, o suficiente para suprir quase 8 milhões de residências, essa será a maior usina termelétrica do Brasil. A previsão é de mais de R$ 5 bilhões de investimentos, e a geração de mais de 5,5 mil empregos diretos no pico da construção, com prioridade para a mão de obra local.

 

- Colocar em prática um projeto como a GNA 1, no tempo que fizemos, demandou intensa articulação nas esferas federal, estadual e municipal. Conseguimos estabelecer uma relação de confiança com vários agentes, que entenderam a importância deste projeto. Aproveito aqui também para anunciar o início das obras da GNA 2, que vai gerar 1.700 MW. As duas usinas, serão juntas, o maior complexo de gás da América Latina, suficiente para abastecer 14 milhões de residências – disse o diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke.

 

Juntas, a UTE GNA I e a UTE GNA II integrarão o maior parque de geração a gás natural da América Latina, com 3 GW de capacidade instalada, o equivalente ao consumo dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Os planos de expansão da GNA contemplam ainda gasodutos terrestres e uma unidade de processamento de gás natural (UPGN), atualmente em fase de licenciamento.

 

- O Porto do Açu é o maior empreendimento do país para os próximos anos, não só um empreendimento portuário, ou simplesmente de óleo e gás. É um empreendimento que vai fazer o Rio, definitivamente, entrar na como protagonista em logística, além de ter um papel ainda mais importante nas exportações – ressaltou o governador Cláudio Castro.

 

A inauguração da GNA I ainda contribuirá para a atração de indústrias intensivas em gás no Porto do Açu, fundamental para impulsionar a industrialização no terminal, e para acelerar os negócios de baixo carbono nos próximos anos.

 

Maior complexo porto-indústria de águas profundas da América Latina e com localização estratégica, o Açu possibilitará a expansão nos próximos anos do hub de gás e energia do Estado do Rio e do Brasil a partir do recebimento, processamento e transporte do gás natural associado e da integração entre os setores de gás, elétrico e industrial.