Primeiro semestre do ano apresenta redução no número de vítimas fatais de balas perdidas

Primeiro semestre do ano apresenta redução no número de vítimas fatais de balas perdidas
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Primeiro semestre do ano apresenta redução no número de vítimas fatais de balas perdidas

Renata Fortes e Mariana Miranda
07/08/2012 15:38h

O Instituto de Segurança Pública (ISP) divulga hoje o Relatório Temático Bala Perdida com dados referentes ao número de vítimas de balas perdidas no primeiro semestre do ano. De acordo com o levantamento, 61 (sessenta e uma) pessoas foram vítimas de balas perdidas no período de janeiro a junho deste ano, sendo 2 (duas) fatais e 59 (cinquenta e nove)  não-fatais. Em relação ao mesmo período do ano passado, observou-se uma redução 4 (quatro) vítimas fatais. Os números totais de 2011 foram os seguintes: 57 (cinquenta e sete) pessoas vítimas de balas perdidas nos primeiros seis meses do ano, sendo 6 (seis) fatais e 51 (cinquenta e uma) não-fatais.

Ainda de acordo com o levantamento, foi possível observar que a área com maior incidência foi a Capital Fluminense, que apresentou 2 (duas) vítimas fatais e 33 (trinta e três) vítimas não-fatais. Com base nos dados georreferenciados em 2012, 4 (quatro) Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) reuniram mais de 50% das vítimas no Estado. Em ordem decrescente em termos de vítimas, as áreas foram: AISP 15, AISP 41, AISP 3, AISP 9.

A análise do tema buscou levantar algumas características das vítimas (sexo e idade), bem como identificar o local do fato e observar se há menção a algum evento nas proximidades, tais como: ação policial, ação de criminosos, ou ainda, outros fatos de natureza diversa como festas, disparos contra terceiros e roubo.

Cabe esclarecer que o relatório é produzido diante do que foi convencionado pelo senso comum como “bala perdida”, não constituindo conceito jurídico ou sociológico. Assim, fica entendido como “vítima de bala perdida” a pessoa que não tinha nenhuma participação ou influência sobre o evento no qual houve disparo de arma de fogo, sendo, no entanto, atingida por projétil e podendo vir a falecer ou não. Para fins da análise, foi considerado o número de vítimas preenchido no campo “Dinâmica dos fatos” dos Registros de Ocorrência Policial (RO) oriundos das Delegacias, assim pode um RO ter mais de uma vítima.

É necessário observar que o preenchimento dos RO é subjetivo a quem relata o fato e a quem faz o Registro. Portanto, alguns casos de homicídio e lesão corporal que seriam caracterizados como decorrentes de “bala perdida” podem não apresentar esse termo no Registro. O mesmo pode ocorrer em certos casos identificados inicialmente como “bala perdida” e, após a investigação, resultarem em outra dinâmica.


Estas e outras informações referentes ao Relatório Temático de Bala Perdida do primeiro semestre de 2012 já estão disponibilizadas, na íntegra, em nosso site www.isp.rj.gov.br (publicações / séries estudos).

 

Assessoria de Imprensa do Instituto de Segurança Pública – ISP
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