CENTRAL tem gestão Socioambiental nos bondes
A Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (CENTRAL), que é dona de um vasto patrimônio histórico, boa parte dele inserido em Área de Preservação Ambiental (APA), criou em sua estrutura a Assessoria de Governança Socioambiental , através do biólogo Roberto Huet de Salvo Souza.
Segundo o presidente da CENTRAL, Pedro Castilho, o novo setor foi criado para garantir que a partir dos serviços da empresa não haja impacto no meio ambiente. “O trabalho socioambiental acaba sendo um canal de comunicação entre a empresa e a comunidade. Queremos uma gestão ambiental no transporte para mostrar à população a relevância da natureza e como ela está inserida no nosso contexto”, afirmou o presidente.
De acordo com Roberto Huet, a área ambiental na CENTRAL é muito proativa. “Acabo sendo um transversal porque tenho questões tanto na Diretoria de Engenharia e Operações, por causa dos bondes de Santa Teresa e a Supervia, como nas avaliações dos contratos ambientais feitos com o Banco Mundial, que nunca teve alguém que avaliasse as questões de salvaguardas ambientais e aos poucos estou tomando conhecimento de tudo”, ressaltou o biólogo. Roberto Huet disse que está sempre reunido com o diretor de Administração e Finanças, Leandro Bastos, para tratar sobre o patrimônio gigantesco da CENTRAL. “É um acervo maravilhoso da empresa, do estado e do país como um todo que temos que cuidar”, ressaltou Huet.
Sobre o desafio profissional que vive, o biólogo disse ser um momento muito interessante. “Existe uma interação e participação de todos os setores e tenho tido uma boa receptividade para me antecipar aos problemas de passivos ambientais para estarmos em dia a uma possível fiscalização e não deixar causar nenhum problema para a CENTRAL”, ressaltou o ambientalista.
Sobre a Governança Socioambiental, ele explicou que surgiu do reconhecimento coletivo de que o meio ambiente sofre impactos, algumas vezes irreversíveis, devido à atividade humana. “Representa um conjunto de práticas voltadas para promover a sustentabilidade ambiental, evitando que atividades produtivas essenciais causem danos irreparáveis, tanto ao meio ambiente como às pessoas onde intervenções são realizadas e projetos são executados”, afirmou o biólogo.
Para tratar do meio ambiente
A criação do setor atende exigências ambientais de uma Ação Civil Pública (ACP) para as obras e construções . Com isso, além de ser um importante fator ambiental, o profissional se torna mais um elo entre a CENTRAL e a população.
Os primeiros passos socioambientais dado pela CENTRAL são: Realizar levantamento dos recursos ambientais relacionados às atividades da CENTRAL; ✓ Estabelecer um programa de redução no consumo de energia e água; ✓ Estabelecer um programa de redução da geração de resíduos; ✓ Estimular a reciclagem; ✓ Promover a aquisição de produtos biodegradáveis; ✓ Valorizar a contratação de empresas e serviços com perfil sustentável ✓ Estabelecer mecanismos de estímulo e valorização dos funcionários e extra quadros.