Estado registra o menor número de homicídios dolosos em 30 anos

Estado registra o menor número de homicídios dolosos em 30 anos
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Estado registra o menor número de homicídios dolosos em 30 anos


17/08/2020 09:56h

 

Os homicídios dolosos registrados no estado do Rio de Janeiro caíram 19% em julho deste ano na comparação com o mesmo mês de 2019. Esse foi o menor valor para o indicador em toda a série histórica, iniciada em 1991 pelo Instituto de Segurança Pública. No total, foram contabilizadas 313 mortes em julho de 2019 e 255 em julho de 2020.

Houve ainda a queda de 10% dos homicídios dolosos nos sete primeiros meses de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a julho deste ano foram 2.153 vítimas contra 2.403 no mesmo período de 2019.

Indicadores estratégicos

▪ Homicídio doloso: 2.153 vítimas nos sete primeiros meses de 2020 e 255 em julho - esses valores representam o menor para o acumulado e para o mês desde 1991. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 10% em relação ao acumulado do ano e de 19% em relação a julho.

▪ Crimes violentos letais intencionais (homicídio doloso, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte): 2.219 vítimas nos sete primeiros meses de 2020 e 266 em julho – esses valores representam o menor para o acumulado e para o mês desde 1999. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 11% em relação ao acumulado do ano e de 20% em relação a julho.

▪ Roubo seguido de morte (latrocínio): 47 vítimas nos sete primeiros meses de 2020 e sete em julho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou 34 mortes a menos em relação ao acumulado do ano e seis a menos em relação a julho.

▪ Morte por intervenção de agente do Estado: 825 mortes nos sete primeiros meses de 2020 e 50 em julho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 24% em relação ao acumulado do ano e de 74% em relação a julho.

▪ Roubo de carga: 3.100 casos nos sete primeiros meses de 2020 e 544 em julho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 34% em relação ao acumulado do ano e de 21% em relação a julho.

▪ Roubo de veículo: 15.616 ocorrências nos sete primeiros meses de 2020 e 1.819 em julho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 37% em relação ao acumulado do ano e de 43% em relação a julho.

▪ Roubo de rua (roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo): 43.808 registros nos sete primeiros meses de 2020 e 6.045 em julho. Na comparação com o ano passado, o indicador apresentou queda de 42% em relação ao acumulado do ano e de 40% em relação a julho.

Crimes durante a quarentena

Monitor da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no Período do Isolamento Social

No período analisado, de 13 de março, quando foi adotado o distanciamento social no estado do Rio de Janeiro, a 31 de julho de 2020, houve redução das ocorrências de “Violência Contra a Mulher” registradas nas Delegacias da Secretaria de Estado de Polícia Civil: 50,8% do número de mulheres vítimas de Violência Moral; 49,4% do de Violência Patrimonial; 45,5% das vítimas de Violência Psicológica; 34,6% das de Violência Sexual; e de 34,2% das vítimas de Violência Física. Os crimes tipificados pela Lei Maria da Penha também apresentaram diminuição: 35,3%.

É importante destacar que, apesar da queda dos registros das transgressões analisadas, a proporção de crimes mais graves que ocorreram em casa aumentou. No período estudado em 2020, 66,4% do crime de Violência Física (60,1% em 2019) e 66,6% de Violência Sexual (57,7% em 2019) aconteceram dentro de casa.

O número de ligações para a Central de Atendimento do Disque Denúncia apresentou redução de 17,2% para casos de “Violência contra Mulher”. Por outro lado, as ligações recebidas pelo Serviço 190 da Secretaria de Estado de Polícia Militar referentes a “Crimes contra a Mulher” registraram um aumento de 13,0% em relação aos mesmos dias do ano passado.

No entanto, em uma análise mais detalhada ao longo desse período, observa-se que, desde o final de maio, o registro de vítimas mulheres vem aumentando e, no mês de julho de 2020, os números estão voltando a se aproximar do patamar observado em 2019. Já o número de ligações para o Serviço 190 e para o Disque Denúncia permanece relativamente estável nos últimos meses do período do isolamento.

Na análise mensal, foram registradas três vítimas de feminicídio a mais em julho de 2020 em relação ao mesmo mês do ano passado: oito casos neste ano contra cinco no ano passado. O total de crimes com vítimas mulheres que foram registrados sob a Lei Maria da Penha teve um declínio de 10% em julho (5.007 em 2020 e 5.592 em 2019), porém, ao comparar com junho de 2020, houve um aumento de 19%. Os estupros com vítimas mulheres registraram estabilidade no mês de julho quando comparado com o mesmo mês do ano anterior. Foram 330 vítimas mulheres em julho deste ano, seis a menos do que em julho de 2019.

Para mais informações sobre o Monitor da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher no Período do Isolamento Social, clique aqui.

Estelionato

O número de estelionato apresentou aumento de 67% no mês de julho em relação a julho de 2019: foram 6.058 casos neste ano – o maior valor da série histórica. Na comparação com junho de 2020, o aumento foi de 16%. É importante destacar que o número de estelionatos ocorridos em ambiente virtual passou de 339 casos em julho de 2019, para 1.616 em julho de 2020 – um valor quase cinco vezes maior.

Desde o dia 13 de março, o Estado do Rio de Janeiro tem adotado medidas restritivas para prevenir e combater a propagação da pandemia do novo coronavírus. Neste período, os registros de ocorrência dos crimes sofreram impacto nos meses de março, abril, maio, junho e julho. Os indicadores podem apresentar queda por causa do distanciamento social, que ajudou na redução da criminalidade, e da diminuição dos registros das ocorrências, resultando em subnotificações.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) são referentes aos registros de ocorrência lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Durante o período de restrições, os serviços da Delegacia Online (https://dedic.pcivil.rj.gov.br/) e da Central 190, assim como o atendimento presencial para medidas de urgência em todas as unidades policiais, inclusive nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), não tiveram os funcionamentos alterados.


 

Assessoria de Imprensa do Instituto de Segurança Pública – ISP
Karina Nascimento - Tel: 2332-9690/ 98596-5264
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