Casa Civil participa de evento sobre a regulação do uso das águas, realizado pela Cedae e a FGV
Secretário Nicola Miccione foi moderador no painel “Rio de Janeiro: Gestão Hídrica e Futuro das Águas
24 de março de 2025
A Cedae e a Fundação Getulio Vargas (FGV) realizaram, nesta segunda-feira (24), o seminário “Regulação do Uso das Águas”, reunindo autoridades, especialistas e gestores do setor público e privado para debater desafios e soluções para a gestão hídrica no estado. O evento fez parte da agenda do Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, e marcou as comemorações dos 50 anos da Companhia.
A cerimônia de abertura contou com a presença do governador do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; do secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leonardo Picciani; do diretor-presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon; do deputado estadual Rodrigo Amorim; e do presidente da FGV, Carlos Ivan Simonsen Leal. O governador destacou os impactos positivos da concessão da Cedae.
“A Cedae hoje é uma empresa 60% a 70% menor e gera para o estado o mesmo lucro de antes de concessão. Com gestão eficiente, é uma empresa enxuta, sólida, que gera o mesmo lucro e fazendo investimentos que antes não eram possíveis. Isso mostra que economicamente a gestão foi um acerto. Além disso, 500 mil pessoas que não tinham acesso à água em casa e hoje tem, e praias como Botafogo e Flamengo estão limpas. Então, o Rio de Janeiro está no caminho certo”, disse Cláudio Castro.
O secretário de Estado da Casa Civil, Nicola Miccione, foi moderador no segundo painel do evento, com o tema “Rio de Janeiro: Gestão Hídrica e Futuro das Águas”. O debate também contou com a participação do secretário nacional de Saneamento Ambiental, Leonardo Picciani; a presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Verônica Rios; o procurador-geral da Agenersa, Marcus Vinícius Barbosa; o promotor da Justiça do Ministério Público do Estado, José Alexandre Maximino. Os especialistas discutiram o cenário regulatório e de planejamento hídrico, políticas voltadas ao saneamento e os impactos das mudanças climáticas.
“O Marco Legal do Saneamento trouxe obrigações e metas para promovermos a universalização do acesso à agua e ao tratamento de esgoto. O Rio de Janeiro aproveitou e aperfeiçoou esse processo, realizando uma concessão com modelagem pioneira. Nosso Estado fez um projeto muito bem avaliado na sua metodologia. Os desafios são grandes, pela complexidade do processo. Mas buscamos garantir a efetividade das ações, para que possamos colher frutos não só hoje, mas para as próximas gerações”, explicou Nicola Miccione.