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Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro promove capacitação para tratamento da hipertensão entre gestantes e puérperas
A oficina focou em novas intervenções e nos resultados do manejo da hipertensão na gravidez, a fim de evitar a pré-eclâmpsia e reduzir suas graves consequências

A oficina focou em novas intervenções e nos resultados do manejo da hipertensão na gravidez, a fim de evitar a pré-eclâmpsia e reduzir suas graves consequências

Nesta segunda-feira (08/06), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) realizou uma oficina de capacitação para profissionais dos municípios fluminenses envolvidos na atenção às gestantes. Os objetivos foram a identificação da pré-eclâmpsia e os protocolos para tratamento precoce das síndromes hipertensivas relacionadas à gestação. O encontro contou com a presença de especialistas dos estados do Rio e São Paulo.

O coordenador Estadual da Saúde das Mulheres, Antonio Braga, que organizou e mediou o encontro, destacou a importância de se pensar políticas públicas voltadas ao cuidado das mulheres. Uma das intercorrências obstétricas mais graves, a pré-eclâmpsia, afeta 5% a 7% das gestantes. É uma doença multissistêmica, que eleva o risco de desenvolvimento de alterações renal, cardíaca, hepática e cerebral, principalmente em decorrência da elevação da pressão arterial.

“A mortalidade materna, infelizmente, tem DNA, ela se faz presente entre grupos mais vulneráveis, como mulheres negras, pobres, com menos escolaridade e sem acesso ao cuidado pré-natal. Cuidar dessas mães é uma das mais importantes políticas de Estado, porque abre portas para cuidar de todas as pessoas”, destaca Antonio Braga.

As capacitações fazem parte da iniciativa VIDA (Vigilância, Identificação, Diagnóstico e Ação), para detecção dos casos graves e pronta ação, organizada pela Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG), junto de  membros da Comissão Nacional Especializada em Hipertensão na Gestação da Febrasgo (CNE-Febrasgo).

O tratamento para prevenir a pré-eclâmpsia se baseia em dois pilares: o atendimento pré-natal adequado iniciado até 12 semanas de gestação e o uso de aspirina para grávidas de alto risco, iniciada até 16 semanas de gestação. As gestantes também devem realizar, ao menos, 150 minutos (2 horas e 30 minutos) de atividades físicas por semana, e ter cuidado redobrado com a alimentação. Essas estratégias são capazes de reduzir a morte materna por hipertensão na gravidez.