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Controle de pragas no estado do Rio pode ter fiscalização reforçada
Participação da Saúde estadual no Ecoprag 2026 debateu combate a documentos falsificados, necessidade de dedetização mensal e padronização de regras sanitárias

Participação da Saúde estadual no Ecoprag 2026 debateu combate a documentos falsificados, necessidade de dedetização mensal e padronização de regras sanitárias 

O aumento de certificados falsificados de dedetização e a proposta de reforço das regras sanitárias para empresas de controle de pragas urbanas estiveram entre os principais temas debatidos durante a 9ª edição do Ecoprag 2026. Promovido pela Associação Brasileira dos Controladores de Pragas e Vetores (ABCVP), o congresso internacional ocorreu ontem (28/5) e hoje (29/5). Entre as medidas discutidas está o endurecimento da frequência de ações preventivas e corretivas de controle de vetores e pragas urbanas. 

Representando a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) na mesa de abertura, a superintendente de Vigilância Sanitária, Helen Keller, destacou que a legislação já prevê periodicidade mensal de dedetizações e/ou desratizações.

“Atualmente, solicitamos certificados de desinsetização e desratização em inspeções sanitárias de indústrias, serviços de saúde e estabelecimentos de alimentos. Por isso, também é necessária a validação desses certificados, diante da possibilidade de serem identificados documentos falsificados durante as inspeções. Além disso, é fundamental reforçar o cumprimento da periodicidade mínima mensal, prevista na legislação, já que ainda há locais realizando o controle apenas de forma semestral. Esse endurecimento é importante para ampliar a prevenção e garantir mais segurança sanitária”, afirmou a superintendente.

Segundo a gestora, a Vigilância Sanitária estadual também pretende ampliar a capacitação técnica de servidores estaduais e municipais para a identificação de documentos irregulares e padronização dos processos de fiscalização. Ela ressaltou que, embora os municípios tenham autonomia, cabe ao Estado atuar de forma complementar na coordenação e orientação técnica.

A programação também contou com a participação do Instituto Vital Brazil (IVB), unidade vinculada à SES-RJ e referência nacional em pesquisa sobre animais peçonhentos. Especialista em escorpiões, o biólogo Cláudio Maurício Vieira ministrou a palestra “Avanços do escorpionismo no Brasil e os métodos de controle no ambiente urbano”.

Durante a apresentação, o pesquisador abordou o aumento da ocorrência de escorpiões e dos acidentes envolvendo esses animais em diferentes regiões do país, além de apresentar estudos e métodos de controle desenvolvidos pelo IVB.

“Temos identificado o aumento da ocorrência de escorpiões em determinadas áreas e também o crescimento dos acidentes. O evento é uma oportunidade importante para aproximar pesquisadores, vigilâncias e empresas controladoras de pragas, buscando unificar estratégias de enfrentamento ao escorpionismo”, considerou o biólogo.

De acordo com o painel Monitora RJ, o estado do Rio registrou, em 2020, 644 casos relacionados a escorpiões, enquanto em 2025 esse número chegou a 1.107 notificações, ou seja, um aumento de 71%. Esse crescimento reforça a necessidade de intensificar as ações de prevenção, vigilância e orientação da população sobre os riscos e cuidados relacionados aos acidentes com escorpiões.

Além da Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa)/SES-RJ e do IVB, o Ecoprag 2026 reuniu representantes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), conselhos profissionais das áreas de Química, Biologia, Farmácia, Engenharia e Medicina, além de empresas e especialistas do setor regulado.

Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1Hpu4Tc969A1uDCZfK6zUv97-xeV7fiek