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Saúde RJ atua no apoio e implementação de terapias como acupuntura, meditação e outras práticas integrativas e complementares no estado
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Em 2026, 62 municípios fluminenses passaram a adotar procedimentos como auriculoterapia, acupuntura, yoga, meditação e reiki; 77% a mais do que em 2023

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) tem estimulado junto aos municípios fluminenses a implementação e ampliação de procedimentos como acupuntura, yoga, meditação, auriculoterapia, reiki, entre outras práticas integrativas e complementares, as chamadas PICs, no SUS. Levantamento da SES-RJ mostra que, em 2026, 62 dos 92 municípios do estado já estão adotando as terapias, que fazem parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Em 2023, apenas 35 cidades ofereciam algum dos procedimentos contemplados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Os recursos terapêuticos são importantes e têm um efeito muito positivo tanto na recuperação da saúde dos pacientes quanto na prevenção à doenças. Por isso, nosso objetivo é sensibilizar gestores para a implementação dessas práticas como forma, inclusive, de evitar o agravo dos quadros clínicos”, afirma a coordenadora de Práticas Integrativas Complementares da SES-RJ, Nice Santos de Carvalho, ressaltando que as iniciativas contam com apoio técnico do Ministério da Saúde.

Para o ano de 2027, segundo Nice, o objetivo é estar nas redes de saúde de 78 municípios. O Rio  de Janeiro é o quarto estado do país em procedimentos reconhecidos como Práticas Integrativas e Complementares. Dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB) mostram que no ano passado foram realizados 241.924 procedimentos de PICs em todo o estado.

Em 2025, a Região Metropolitana I, que engloba o município do Rio e as cidades da Baixada Fluminense, foi a que mais realizou  procedimentos PICs no estado: 164.312. Em seguida vem a Metropolitana II, região que compreende os municípios de São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Rio Bonito, com 29.781; Serrana, com 18.594; Baixada Litorânea, com 9.957; Médio Paraíba, com 7.315; Norte, com 5.164; Baía da Ilha Grande, com 3.332; Centro Sul, com 2.452 e Noroeste, com 1.017. 

A SES-RJ utiliza várias estratégias para estimular a implantação das PICs e dar visibilidade às experiências de sucesso na área promovendo reuniões técnicas, eventos como oficinas, seminários e rodas de conversa para debates e trocas de experiências. Incentivar o protagonismo das cidades é fundamental, ajuda a valorizar as experiências positivas, com resultados na melhora da condição de saúde e qualidade de vida dos cidadãos.

 

São 29 recursos terapêuticos

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) contempla atualmente 29 recursos terapêuticos. São eles: Medicina Tradicional Chinesa/acupuntura, homeopatia, antroposofia, termalismo, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária, yoga, apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição das mãos, ozonioterapia, terapia de florais e fitoterapia.

As 10 PICs com maior número de registros no sistema de atenção primária do RJ são: auriculoterapia; eletroacupuntura/laser acupuntura (antiga eletroestimulação); acupuntura com inserção de agulhas; aromaterapia; acupuntura com aplicação de ventosa/moxa; massoterapia; meditação; tratamento fitoterápico; práticas em Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e musicoterapia. A maior parte dos atendimentos (216.187) foi feita nas unidades básicas de saúde.

Na avaliação da coordenadora, as Práticas Integrativas e Complementares, Nice dos Santos, as práticas auxiliam no reconhecimento da importância do autocuidado e na valorização da busca pela qualidade de vida, contribuindo para a integralidade do cuidado, ampliando a “visão” do indivíduo para além do binômio saúde-doença.

Link de fotos: https://drive.google.com/drive/folders/1GpgW75XwC0ekTveJpM3tOeGKhFKS4cpk