×
Central de Regulação do SAMU 192 na capital recebe quase 2 mil ligações por dia
Profissionais são responsáveis por organizar e priorizar cada chamado

Profissionais são responsáveis por organizar e priorizar cada chamado

Quando uma emergência acontece, o número 192 é a primeira esperança de atendimento rápido, especialmente para quem está na capital do Rio de Janeiro.  Por trás dessa ligação, porém, existe um sistema pouco conhecido pela população: a Central de Regulação das Urgências do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), responsável por organizar e priorizar cada chamado. Com uma média de quase 2 mil ligações por dia, o SAMU da capital tem uma logística de atendimento que começa quando o chamado chega à central. 

Ao discar o 192, o atendimento inicial é feito por um Técnico Auxiliar de Regulação Médica (TARM), que é o profissional responsável pelo primeiro atendimento telefônico, atuando na linha de frente para acolher as chamadas, coletar as informações essenciais, localizar o beneficiário e transferir a ligação para o médico regulador. Apesar da emergência, o essencial para o usuário é manter a calma. 


“O solicitante geralmente liga para o 192 em situação de estresse e emocionalmente abalado, mas é fundamental manter a calma e passar as informações de forma clara e objetiva. No Rio de Janeiro, enfrentamos desafios como o trânsito intenso e a geografia complexa, além de ruas com nomes semelhantes, o que pode dificultar a localização. Por isso, sempre que possível, é importante informar pontos de referência, como farmácias, mercados ou estações de BRT. Uma informação mal passada pode atrasar o atendimento e até levar a ambulância para o local errado. Em uma emergência, cada minuto faz a diferença”, afirma o gerente administrativo do SAMU-RJ,   Renato Gama. 

Logo após o TARM, a ligação é encaminhada para um médico regulador, profissional que avalia a gravidade do caso ainda por telefone. É ele quem define a conduta, seja com  orientações pelo telefone ou  deslocamento de ambulâncias de acordo com a gravidade de cada solicitação.  O processo segue protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e tem como objetivo garantir que os recursos disponíveis sejam utilizados da forma mais eficiente possível. Em situações consideradas menos graves, o paciente pode receber apenas instruções para procurar uma unidade de saúde. Já em casos críticos, são acionadas ambulâncias equipadas com suporte intensivo, semelhantes a uma UTI móvel, ou motolâncias, que chegam mais rapidamente ao local. 

“O atendimento começa com o médico regulador, que avalia as informações e define o recurso mais adequado. Por isso, é essencial manter a calma e falar com clareza, porque quem está no local faz parte do atendimento. A equipe classifica a gravidade e pode acionar ambulância ou motolância, que chega mais rápido. Nem todas as ocorrências precisam de viatura, algumas são resolvidas por orientação. O objetivo é garantir o melhor atendimento no menor tempo possível”, explica o gerente de enfermagem, José Alberto Gontijo. 

A última etapa do atendimento passa pelo profissional rádio operador, que utiliza o georreferenciamento para localizar as ambulâncias e motolâncias mais próximas do local do atendimento, informando às equipes que estão nas ruas ou distribuídas nas 40 bases descentralizadas em diversos pontos da capital. 

Além de decidir o envio da equipe, a Central de Regulação também determina o destino do paciente. A escolha do hospital leva em conta fatores como a gravidade do quadro, a especialidade necessária e a disponibilidade de leitos. Essa organização evita a sobrecarga de unidades e reduz o tempo de espera por atendimento adequado.

Enquanto atua nos bastidores, a regulação do SAMU segue sendo peça-chave para salvar vidas diariamente, organizando, em poucos minutos, decisões que podem fazer toda a diferença entre a vida e a morte.

Link para fotos: https://drive.google.com/drive/folders/16vBSti9XYlBcgYTR8ISLttd15P5TG-q8

Link para vídeo: https://drive.google.com/drive/folders/1J1RogylYqFoYCVkaCOGaamfSofAVte2R