Ação também teve Dia da Beleza para pacientes e tatuagem para voluntários
O Outubro Rosa no Rio Imagem também é uma oportunidade de exercer a solidariedade. Na segunda-feira, 21/10, a unidade recebeu doação de cabelos para instituições que confeccionam perucas usadas por mulheres em tratamento contra o câncer de mama. Além do corte de cabelo para doação, o Dia de Beleza inclui maquiagem, esmalteria e tatuagens para quem participar da ação. Quem aguarda por exames na unidade também pode assistir uma palestra ministrada pela assistente social Lucia Brigagão sobre câncer de mama.
O Dia da Beleza foi realizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com os salões Werner e Nail Color e Estúdio Beto Tattoo Leblon 2. Os cabelos serão doados para a Fundação Laço Rosa. Para doar, é preciso retirar no mínimo 10 cm de cabelo. São aceitos fios de todos os tipos, até aqueles com química.
Marta Pestana, 57 anos, aposentada, e Rogério de Almeida, 54 anos, mecânico de refrigeração, são um casal de motoqueiros da Penha. Há dois anos, viram uma matéria sobre doação de cabelo no Rio Imagem e isso os inspirou. Rogério foi até o evento, naquele ano, para conhecer e voltou em 2019. Dessa vez, para fazer uma boa ação.
Os dois deixaram o cabelo crescer e foram ao Rio imagem, no evento deste ano. Rogério ainda lançou o desafio em suas redes sociais para seus amigos doarem e trouxe mais cinco cabelos para doação.
"No meio motociclista, o que você mais vê são homens cabeludos, por isso o desafio. Mas acabou que só mulheres doaram. Sigo tentando", contou.
Marta reforçou o impacto que uma boa ação causa para os outros e para si. "Você não sabe a emoção que é ficar sentada, cortando o cabelo para doação. Impressionante. Uma coisa muito forte", afirmou.
Mais tarde, a filha do casal, Hannah Dias, de 25 anos, também foi ao evento e cortou seu cabelo para doação. Ao todo, a família doou 1,20m de cabelo para a confecção de perucas. No final, o casal tatuou o símbolo de voluntários, para marcar para sempre a boa ação.
SES reforça investimentos para diagnóstico e tratamento do câncer de mama
Desde janeiro, a SES investiu mais de R$35,3 milhões em exames de diagnóstico de diversas doenças e tem disponibilizado cerca de R$6 milhões para tratamento oncológico. Em comum entre os dois cofinanciamentos está o câncer de mama. O aporte financeiro aos municípios de todo o estado contribuiu para a redução do tempo de início de tratamento da doença. No ano passado, 56% dos casos diagnosticados de câncer de mama levavam mais de 60 dias para iniciar o tratamento no estado. Em 2019, em apenas nove meses de novas políticas públicas, esse percentual caiu para 18%, segundo dados do Painel-Oncologia do Ministério da Saúde/Inca. Atualmente, a Lei dos 60 Dias estabelece que o tratamento seja iniciado em até dois meses após a confirmação do câncer.
Para o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama da SES não se limita só a um mês e, desde janeiro, o tema foi definido como prioridade, com o reforço dos cofinanciamentos e intensificação das ações.
“A detecção precoce da doença aumenta em até 90% as chances de cura, por isso são tão importantes os investimentos que temos feito para auxiliar as prefeituras em exames de rastreio. Caso o diagnóstico seja confirmado, nossa meta é que todas as pacientes comecem o tratamento em até dois meses no Rio de Janeiro. Temos um compromisso importante”, aponta.
O novo formato da UPAs, que substitui as estruturas de contêiner por alvenaria a partir do ano que vem, também vai abranger o diagnóstico precoce de cânceres – entre eles, o de mama. No térreo da UPA remodelada funcionará a assistência médica como já conhecemos hoje; e, no segundo andar, consultórios ambulatoriais especializados ou Centros de Diagnóstico Precoce do Câncer, com mamografia, ultrassom, endoscopia e colonoscopia. Para esses atendimentos, os pacientes serão inscritos no Sistema Estadual de Regulação.
Outro projeto de referência oncológica no estado é o Hospital do Câncer de Nova Friburgo, como indica o secretário Edmar.
“Em trabalho conjunto com a Empresa de Obras Públicas (EMOP), estamos estudando alternativas para reiniciar as obras abandonadas nos últimos anos e atender a demanda por oncologia da população da Região Serrana, proporcionando o tratamento perto de casa”, diz.