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Informação e acolhimento salvam vidas: encontro fortalece rede de proteção às mulheres no estado RJ
Evento promovido pela Secretaria de Estado da Mulher reuniu equipes técnicas, gestores municipais e representantes da rede especializada em acolhimento e abrigamento

A Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro realizou, nesta quinta-feira (08), o Encontro com Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs) Municipais, reunindo representantes de municípios fluminenses para discutir estratégias de fortalecimento das políticas de acolhimento e abrigamento de mulheres em situação de violência.

O encontro, realizado em formato híbrido, contou com a participação presencial de representantes de 36 municípios e cerca de 100 participantes, além de 54 pessoas acompanhando virtualmente. A iniciativa promoveu o alinhamento de fluxos operacionais, a troca de experiências entre equipes técnicas e gestoras(es) municipais e o fortalecimento da articulação entre Estado e municípios para ampliar a rede de proteção às mulheres.

A programação reuniu apresentações da Secretaria de Estado da Mulher, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Cejuvida, além da participação do município de Três Rios, que compartilhou experiências relacionadas ao acolhimento emergencial de mulheres em situação de violência.
Durante o encontro, foram debatidos os fluxos de abrigamento do CIAM Márcia Lyra, que completa 25 anos de atuação, o funcionamento do Lar da Mulher e a atuação do Programa Acolhe, iniciativa complementar que reforça a importância da participação da sociedade civil e da iniciativa privada na rede de proteção.

A subsecretária de Enfrentamento às Violências da Secretaria de Estado da Mulher, Giulia Luz, destacou a importância da integração entre os serviços especializados e da construção de soluções individualizadas para cada mulher atendida.

“A informação salva vidas. Cada serviço existe para atuar em situações específicas e precisamos fortalecer essa integração para garantir uma solução centrada no perfil de cada mulher. O Programa Acolhe também reforça que a sociedade civil e a iniciativa privada têm um papel fundamental nessa rede de proteção”, afirmou.

Representando o CIAM Márcia Lyra, Cristina Fernandes, ressaltou a importância do acolhimento humanizado e sigiloso nos atendimentos realizados pela rede especializada.

“O atendimento é sigiloso pelo risco envolvido em muitos casos. A escuta precisa ir além da denúncia. Acolhimento não é apenas atendimento, é compreender a mulher em sua integralidade, respeitando seu tempo, sua história e suas necessidades”, destacou.

Durante a apresentação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o Cejuvida reforçou a atuação do plantão judiciário no atendimento às mulheres em situação de violência, com plantão em horários noturnos, a partir das 18h, finais de semana e feriados no contato 21 98772-0051.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos de Três Rios, Pedro Henrique Brasil, também compartilhou experiências do município voltadas ao acolhimento emergencial de mulheres.

“A troca entre municípios fortalece as políticas públicas e amplia nossa capacidade de resposta. Compartilhar experiências práticas contribui para que mais mulheres tenham acesso a um acolhimento seguro, humanizado e eficiente”, afirmou.

O encontro também abriu espaço para perguntas, esclarecimentos técnicos e diálogo entre os participantes, fortalecendo a construção coletiva de estratégias de proteção às mulheres em todo o estado.

 

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