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Parceria entre Secretaria da Mulher e Enel levará canais de denúncia às contas de luz
A secretária Heloisa Aguiar em evento na Enel

A Secretaria de Estado da Mulher e a Enel assinaram, nesta quinta-feira (22), um Acordo de Cooperação Técnica que visa a prevenção das violências contra mulheres e meninas. Entre as iniciativas está a de informar canais de ajuda nas contas de energia dos mais de três milhões de clientes.

“A capilaridade da ENEL é decisiva nesse sentido. As contas de energia chegam mensalmente às casas de milhões de famílias em todo o estado, atravessando territórios urbanos, periféricos e rurais. Transformar esse canal em um meio de orientação é garantir que a informação sobre onde buscar ajuda chegue a quem precisa”, afirmou a secretária Heloisa Aguiar.

Por meio da parceria, a pasta amplia a divulgação do aplicativo Rede Mulher, uma ferramenta pública de informação, acolhimento, orientação e, principalmente, capaz de salvar vidas, e que já tem mais de 150 mil downloads.

O acordo também prevê ações de sensibilização junto às equipes da empresa e campanhas de mobilização social, fortalecendo uma cultura institucional e social de respeito, prevenção e enfrentamento às violências.

Durante evento de assinatura do termo, a gerente de RH da Enel, Raiane Pires, apontou que a empresa vem trabalhando para garantir um ambiente respeitoso e acolhedor para todos os funcionários, com iniciativas como canais de denúncia e comitês de gestão da consequência. A multinacional foi uma das primeiras empresas a conquistar o Selo Empresa Amiga da Mulher.

“Para a Enel, é tolerância zero para qualquer tipo de violência”, pontuou Raiane.

O presidente da Enel, Francesco Moliterni, ressaltou a importância de ver o poder público e uma empresa privada unidas para enfrentar o que ele chamou de “um problema grave que é a violência contra as mulheres”:

“Para mim, a parceria transmite uma mensagem forte a todo o estado.”

O secretário da Casa Civil Nicola Miccione prestigiou a ação e parabenizou a parceria. “Que a gente possa, para além das políticas contra a violência de gênero, educar quem está mais próximo da gente, educar os nossos filhos a cuidar bem das suas amiguinhas, suas futuras colegas adolescentes, das suas futuras esposas, mulheres, namoradas. É de pequenino que a gente tem que educar. Que a gente possa, com esse cuidado que vemos aqui, na empresa, e com políticas públicas, fazer nosso dever de casa em casa.”

Empresa adota o Banco Vermelho

Após a assinatura do acordo, os presentes no evento testemunharam a inauguração do Banco Vermelho, uma ação internacional que nasceu na Itália em 2016 e tem se espalhado por diversas cidades no mundo. No Brasil, o projeto virou lei em julho de 2024, e determina a instalação do móvel em espaços públicos, como escolas, universidades e estações de transporte. O objetivo é espalhar mensagens que incentivam a reflexão sobre a violência contra a mulher e fornecem informações essenciais, como o número 180 da Central de Atendimento à Mulher.

Por vídeo, a fundadora do Instituto Banco Vermelho, Andrea Rodrigues, celebrou a iniciativa. “O Banco Vermelho é o ícone da nossa luta, pelo sangue derramado por essas mulheres.”

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