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Nós + Seguras: Protagonismo juvenil na luta contra violências é tema de encontro
Nós + Seguras: Protagonismo juvenil na luta contra violências é tema de encontro

Dados do Ministério da Saúde mostram que uma em cada cinco meninas brasileiras entre 10 e 19 anos já foi vítima de violência sexual. Para discutir formas de enfrentar essa realidade, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) realizou, nesta segunda-feira (11), a 2ª edição do evento “Saúde do Escolar – Diálogos de Proteção: Meninas e Adolescentes”. A iniciativa faz parte do Programa Nós +Seguras, do Governo do Estado, em parceria da Saúde com as Secretarias de Estado de Educação e da Mulher.

A ação, que também integra a agenda do Agosto Lilás, reuniu profissionais das três secretarias e estudantes da rede pública de ensino, para um diálogo aberto com foco na proteção de meninas e adolescentes contra violências de gênero e na promoção de ações que garantam sua permanência na escola.

“A escola é um espaço estratégico para prevenir violências de gênero, porque está na rotina das meninas e adolescentes e tem potencial para ser um ambiente seguro e de confiança. Quando trabalhamos em rede, conseguimos criar mecanismos mais efetivos de proteção, rompendo o ciclo de violência e fortalecendo o protagonismo juvenil”, afirmou Giulia Luz, superintendente de Enfrentamento às Violências da Secretaria de Estado da Mulher.

Com uma programação diversa, o evento abordou estratégias intersetoriais de proteção e cuidado. E destacou a importância da formação especializada de profissionais para o enfrentamento das violências que impactam diretamente a vida escolar de meninas e adolescentes.

Os jovens foram protagonistas das discussões, compartilhando vivências e propostas de ações. Estiveram presentes, a organização SERENAS, o Fortalece PSE, o Projeto ‘’Sem Vergonha’’, o Projeto ‘’Não Bata, Eduque’’, e o Grêmio Estudantil da Escola Municipal Jayme Fichman.


‘’Nós vivemos violências todos os dias, mas metade dos adultos não sabe como acolher, escutar ou oferecer o apoio que precisamos nessas situações. Precisamos discutir educação sexual nas escolas, para que as futuras gerações possam se proteger, entender seus direitos e saber como buscar ajuda’’ compartilhou a aluna Emanuelle Pavão, do Projeto ‘’Sem Vergonha’’ do Colégio Estadual Júlia Kubitschek.

A última mesa do evento propôs uma dinâmica com os jovens presentes, chamada “Palavras que Marcam”, com o objetivo de analisar como a linguagem contribui para a perpetuação de estereótipos de gênero, identificar expressões simbólicas de violência e refletir sobre seus impactos sociais. A atividade também destacou como a linguagem pode atuar como uma forma de violência simbólica ou de acolhimento, incentivando o uso consciente das palavras.

“Hoje foi diferente, porque tivemos a presença dos alunos e falamos sobre as nossas meninas. A participação juvenil não é algo opcional, é um direito, e é nosso dever promover eventos como este, para que possamos ouvir e dar voz a quem realmente importa” destacou Ana Tavares, coordenadora do Programa Saúde na Escola, da SES-RJ.

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