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Protagonismo feminino em ação do Governo do Estado celebra Dia das Mães no PPG
 Protagonismo feminino em ação do Governo do Estado celebra Dia das Mães no PPG

Lucilene Soares Lima, de 39 anos, tem mãos que entrelaçam muito mais do que fitas de cetim. Moradora do Cantagalo, mãe de três filhos e artesã autodidata desde os 15 anos, ela encontrou no crochê e na confecção de laços uma forma de sustentar sua família e resgatar a autoestima. Aos 21 anos, seu filho mais velho, João Paulo, sente orgulho de ver a mãe transformar talento em renda, mesmo diante dos desafios. Davi, de 16, e Miguel, de 13, cresceram ao lado dos novelos de linha e da força silenciosa que sempre guiou Lucilene. A empreendedora foi uma das participantes da Ação Mães do PPG, realizada nesta quinta-feira (8/5), no hall dos elevadores do Complexo de Serviços do Governo do Estado, no Pavão-Pavãozinho/Cantagalo (PPG). 

O encontro gratuito, promovido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro — por meio da Secretaria de Estado da Mulher, do programa Cidade Integrada e de diversos parceiros — reuniu mulheres e crianças da comunidade em uma celebração que valorizou o cuidado, a cultura e o empreendedorismo feminino.

— Comecei vendendo na praia e, no meu primeiro dia, uma turista comprou tudo. Ali, eu soube que tinha algo valioso nas mãos. Participar dos cursos no Espaço Mulher+Empreendedora e ter o apoio da Secretaria de Estado da Mulher tem mudado e impulsionado a minha vida — contou.

Hoje, Lucilene sonha em consolidar o artesanato como sua principal fonte de renda. Ao seu lado, está sempre a mãe, Maria Soares de Lima, que cuidou dos netos enquanto Lucilene trabalhava fora e segue como sua maior incentivadora — e parceira nos eventos.

Assim como Lucilene, outras mulheres atendidas pelo Espaço Mulher+Empreendedora, localizado no Complexo e gerenciado pela Secretaria de Estado da Mulher, tiveram a oportunidade de expor e vender seus produtos, além de participarem de ações de autocuidado, como medição de pressão e penteados, oficinas de lembrancinhas do Dia das Mães, biblioteca itinerante com o Museu de Favela (MUF), apresentações culturais, bazar solidário e coral infantil com a instituição Harmonicanto, entre outras atividades, como orientação sobre serviços e benefícios socioassistenciais fornecidas por representantes do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social.

Criadora da marca Oko Indumentárias Africanas, Ana Lúcia da Silva Passos, de 50 anos, também participou. Moradora da Penha, ela encontrou na moda afro-brasileira uma forma de recomeçar após perder o emprego como vigilante. Incentivada pela mãe a fazer um curso de costura, transformou sobras de tecido em fonte de renda, de cura e de afirmação cultural.

— Eu vendo história, entrego experiência e uma conexão ancestral — resume Ana, que já participou de capacitações da Secretaria de Estado da Mulher e afirma ter nas feiras promovidas pela pasta oportunidades concretas de crescimento.

— O Estado dá possibilidades, mas é preciso querer. Isso aqui não é só um evento, é uma troca. E a vida segue — completa ela.

Para a superintendente de Autonomia Econômica da Secretaria da Mulher, Marcele Porto, celebrar o Dia das Mães é também reconhecer o papel fundamental que as mulheres exercem em suas comunidades. 

— Quando nasce uma mãe, nasce uma empreendedora junto. Esse evento foi uma forma de acolher, valorizar e fortalecer essas trajetórias com afeto e oportunidades — destacou.

A história de Lucilene — assim como a de Ana — não é apenas sobre artesanato ou moda. É sobre recomeços, maternidade, ancestralidade e força feminina. A Ação Mães do PPG celebrou cada laço, literal e simbólico, que une mães e filhos, mulheres e suas jornadas de superação.

A iniciativa foi realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Mulher, o Centro de Referência da Juventude (CRJ), o Museu de Favela (MUF), a Viva Rio e contou com o apoio do Programa Cidade Integrada.

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