Os registros de ocorrências por ameaça contra mulheres aumentam em 23,7% em dias de jogos de futebol. Esse dado, de uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destaca a importância de protocolos para a segurança das mulheres nesses eventos esportivos.
Para tornar o Maracanã, estádio brasileiro mais emblemático, um local mais seguro para as torcedoras, as seguranças passaram, na quinta-feira (11), por um treinamento do protocolo “Não é Não! Respeite a decisão”, da Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ), que prevê uma série de ações e recomendações para tornar grandes eventos mais seguros e acolhedores para as mulheres.
Na ocasião, uma equipe da SEM-RJ fixou cartazes da campanha “Mexeu com uma, mexeu com a Rede Mulher”, que divulga o aplicativo Rede Mulher, em banheiros e pontos estratégicos do estádio. Também aconteceu um treinamento para as mulheres que atuam na segurança, com foco no enfrentamento de ocorrências e no acolhimento das vítimas de assédio e importunação em partidas de futebol. Além disso, uma faixa foi exposta e um vídeo informativo da campanha foi veiculado no telão do estádio durante a partida Flamengo e Fortaleza.
De acordo com a secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, o protocolo fortalece a presença das mulheres nos espaços de lazer, como o futebol.
- Dessa forma, garantimos a todas as mulheres que frequentam esse espaço um atendimento humanizado, empático e acolhedor, garantindo a elas o acesso à rede de proteção e uma escuta ativa que as proteja de violências - diz a secretária.
Protocolo Não é Não! Respeite a decisão
O protocolo criado pela SEM-RJ tem orientações com o objetivo de garantir mais segurança às mulheres para que elas possam se divertir em shows, estádios, bares, boates e restaurantes sem serem importunadas ou agredidas. A ação vem sendo realizada em parceria com grandes eventos no estado do Rio de Janeiro desde 2023.
O protocolo também indica apresentar à vítima o app Rede Mulher, que possibilita acionar o botão de emergência diretamente com a Central 190, da Polícia Militar, fazer um registro de ocorrência on-line, solicitar medida protetiva, consultar a lista de centros de atendimento à mulher em todo estado e registrar “guardiões”, até três pessoas que são alertadas em situação de emergência. O aplicativo pode funcionar em modo camuflado, para evitar que o possível agressor veja e impeça um pedido de socorro.