Atividades realizadas em parceria com a Secretaria Estadual de Educação fazem parte do programa “Lei Maria da Penha Vai à Escola
A Secretaria de Estado da Mulher do Rio de Janeiro (SEM-RJ) participou do "Circuito Literário LER para VA-LER", que aconteceu nesta semana, em Duque de Caxias, levando conscientização e informação através de um estande, onde são promovidas palestras e ações de conscientização sobre o protocolo "Não é Não! Respeite a decisão".
O Circuito, que passa por diversas regiões do estado, tem como objetivo ampliar o acesso às atividades multiculturais e investir na formação de novos leitores, sobretudo crianças, adolescentes e jovens, valorizando alunos e professores fluminenses do ensino médio, fundamental e básico.
Pensando no público da feira literária, a SEM-RJ, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, levou aos alunos e professores o programa “Lei Maria da Penha Vai à Escola”, que inclui informações, acolhimento e capacitações sobre a legislação de proteção à mulher e contra violência de gênero.
- Nós viemos fazer uma troca de conhecimento com os alunos, falando sobre prevenção e enfrentamento à violência para meninas e mulheres. Temos aqui um público adolescente e jovem, e queremos trazer informações sobre o que é o assédio e o que é permitido dentro de um relacionamento - apontou a coordenadora de Fortalecimento dos Serviços da Superintendência de Combate às Violências, da SEM-RJ, Camila Mota.
Abordar esse tema faz toda a diferença. De acordo com a estudante Ana Luísa Cabral, de 17 anos, a ação da SEM-RJ se encontra com a literatura, uma vez que sua autora preferida, a americana Colleen Hoover, trouxe em seu livro autobiográfico, “É assim que acaba (It ends with us)”, suas memórias mais antigas que remetem a episódios de violência doméstica por parte do pai contra a mãe.
- Ouvir vocês falarem sobre violência é muito importante, e, meu livro preferido mostra como é um relacionamento abusivo e como sair dele. Isso é legal para levar para a vida, para identificar e como não entrar em um relacionamento tóxico.
A professora da rede estadual em Nova Iguaçu, Monique Lourdes, concorda que a conscientização é fundamental, e também ressaltou que está feliz por ter um evento que prioriza o acesso à cultura para os jovens da Baixada Fluminense.
- Os meus alunos tiveram acesso a uma variedade muito grande de temas e editoras, e fazer esse resgate é muito bom, porque ao longo dos anos a cultura da leitura está se perdendo, sobretudo pela onda das redes sociais. Eu fico muito feliz ao ver que os jovens estão com a sacola repleta de livros, que certamente farão a diferença na vida deles - disse a docente.