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Secretaria de Estado da Mulher inicia agenda do Mês da Mulher com evento na Casa de Cultura Laura Alvim
A foto mostra 10 mulheres no Auditório Laura Alvin, elas estão sorrindo e abraçadas.

1° de março - O Rio de Janeiro é o estado com a maior porcentagem de mulheres em sua população, ocupa o segundo lugar no ranking de empreendedorismo feminino e, no parlamento estadual, elas representam 21%, figurando entre os estados em que a representatividade feminina cresceu. Diante desse cenário, com objetivo de promover e fomentar a liderança feminina, a Secretaria de Estado da Mulher realizou, na tarde desta sexta-feira (01.03), a abertura das atividades do Mês Internacional da Mulher, na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema.

Na abertura das atividades, a primeira-dama do Estado, Analine Castro, destacou a importância do trabalho em prol das mulheres.
-Além de salvar da violência doméstica, queremos criar oportunidades de trabalho e de vida, para que cada vez mais possamos ser mulheres fortes e independentes. Nossa luta é diária, especialmente neste mês de março, que deve ser comemorado, mas sobretudo deve lembrar a luta para termos voz, mostrar a nossa força e capacidade - disse.

A secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar, explicou que essa perspectiva move a programação que celebra e motiva a luta feminina.
-Vamos ocupar a Casa Laura Alvim nos oito primeiros dias de março com as agendas do Mês da Mulher, promovendo uma experiência inédita de participação, cocriação e protagonismo para as mulheres fluminenses, com atividades culturais, formativas e de troca de conhecimentos - disse.

Com a presença de representantes do Tribunal de Justiça, da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa e da Câmara de Deputados, o evento de abertura contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga e uma palestra-magna da cônsul-geral adjunta do Reino Unido, Helena Crowther.

Na próxima semana, o teatro da Casa também vai ser palco para três grandes encontros: o Painel - Fórum Estadual de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, no dia 02.03; o Seminário Mulheres Protagonistas no Desenvolvimento Econômico Mundial, no dia 05.03; e o Diálogos: Prevenção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, no dia 06.03.

O empreendedorismo feminino estará representado no “Pôr do Sol das Empreendedoras”, que ocupará a varanda da Casa, das 18h às 20h, de hoje (1º) até 6 de março. Ali, diante de um dos cenários mais famosos da Cidade Maravilhosa, a Praia de Ipanema, as empreendedoras poderão trocar ideias e realizar parcerias.
-Este será um espaço dedicado ao fomento de novos negócios e ao fortalecimento de redes de empreendedoras, que poderão expor seus produtos – explica Heloisa.

Na área cultural, os espaços da Casa serão ocupados por uma agenda diversificada: exposição de fotos, projeções, exibição do documentário “Eu sou Nair Jane” e shows.

Todos os espaços da Casa são sujeitos à lotação.

NÚMEROS
O Rio de Janeiro tem 52,8% da população formada por mulheres, sendo o estado mais feminino do país, de acordo com o Censo do IBGE. A média nacional da população feminina é 51,5% e da Região Sudeste é 51,8%.

Pesquisa realizada pelo Sebrae, com base da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do IBGE, no 3º trimestre do ano passado, mostra que o Rio de Janeiro é o estado com maior proporção de empreendedoras: 38% dos empreendimentos são liderados por mulheres (a média nacional é de 34,4%). Além disso, 53% das mulheres empreendedoras fluminenses são chefes de família.

Ainda segundo a pesquisa do Sebrae, o estado do Rio tem mais de 941 mil empreendedoras (9,1% do total do país), ficando atrás apenas de Minas Gerais com mais de 980 mil (9,5%) e São Paulo com mais de 2,4 milhões (23,9%).

ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA
O Dossiê Mulher 2023, produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), mostra que 125 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de violência doméstica e familiar no estado, em 2022. Dessas, mais de 38 mil sofreram violência física e 111 perderam a vida, vítimas de feminicídio. Os números de violência psicológica também são alarmantes: 43.594 mulheres sofreram este tipo de agressão (119 casos a cada 24 horas). Neste cenário, a Justiça concedeu 37.741 medidas protetivas de urgência.

Mapeamento realizado pela Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ) traz um raio X inédito da rede de atendimento a mulheres no estado do Rio de Janeiro. O levantamento mostra que o estado tem 55 equipamentos especializados para atendimento às mulheres, dentre eles, Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs), Centros Integrados de Atendimento à Mulher (CIAMs), Casas das Mulheres e Centros de Referência. No que diz respeito ao acolhimento às mulheres, o mapeamento mostra a existência de três casas abrigos, localizadas nas regiões Metropolitana, no Médio Paraíba, e uma casa de acolhimento provisório no Norte Fluminense.

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