Em 2022, 125 mil mulheres foram vítimas de algum tipo de violência doméstica e familiar no estado. Dessas, mais de 38 mil sofreram violência física. Cento e onze delas perderam a vida, vítimas de feminicídio. Os números de violência psicológica também são alarmantes: 43.594 mulheres sofreram este tipo de agressão (119 casos a cada 24 horas). Neste cenário, a Justiça concedeu 37.741 medidas protetivas de urgência. Esses dados, um retrato da violência contra a mulher fluminense, estão no Dossiê Mulher 2023 produzido pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Neste domingo, 10 de dezembro, data que marca o encerramento dos 21 dias de Ativismo da Organização das Nações Unidas em defesa da causa, a Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ) se une ao Grupo Mulheres do Brasil, liderado por Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, para realizar a 6ª Caminhada pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas.
- Vamos caminhar juntas para mudar essa realidade. Se você está sofrendo violência ou conhece alguém que esteja, denuncie. Fale com alguém da sua confiança, procure ajuda. Os centros especializados de atendimento à mulher, os chamados CEAMs e CIAMs, têm apoio jurídico, psicológico e social para acolher e ajudar as mulheres em situações de violências, seja ela física, moral, patrimonial. Toda a rede de apoio do governo pode ser acessada pelo aplicativo gratuito Rede Mulher - informa a secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar.
A caminhada vai acontecer no Aterro do Flamengo, com concentração às 9h, na altura do Monumento aos Pracinhas. Haverá tendas com mesa de massagem e orientações sobre como agir e quem procurar em situações de violência. Juízas, delegadas, promotoras, advogadas e outras autoridades vão se unir à causa. O evento também conta com o apoio da Cantão, da Firjan e do DETRAN Mulher, que oferecerá atendimento gratuito para emissão de documentos.
O tema da campanha é “UNA-SE pelo fim da Violência contra as Mulheres e Meninas”, uma iniciativa global da ONU. O ato também vai ocorrer em várias localidades do Brasil e do mundo, com objetivo de conscientizar, educar e promover mudanças reais.
No Brasil, o principal objetivo da campanha neste ano é mobilizar parcerias para investir em prevenção para garantir que cada mulher e cada menina possa viver uma vida livre de violência.
- Atendo diariamente casos de vítimas de violência e vejo o quanto têm aumentado. Elas acham que estão sozinhas nessa luta e esperam que a sociedade as apoie e entenda que não são culpadas. É hora de acolher essas mulheres - defende Marilha Boldt, líder do Comitê de Combate à Violência contra Mulheres e Meninas do Grupo Mulheres do Brasil no Rio de Janeiro e fundadora do Projeto Superação Violência Doméstica.
De acordo com a presidente do Conselho Empresarial Firjan de Mulheres, Carla Pinheiro, é preciso união para enfrentar o problema.:
- A jornada em direção ao fim da violência contra mulheres e meninas é um compromisso coletivo pela construção de um mundo onde o respeito e a igualdade floresçam, pavimentando um caminho onde cada passo conta na busca por justiça e segurança para todas.
SERVIÇO:
Concentração às 9h, no Monumento aos Mortos da 2ª Guerra (Monumento aos Pracinhas), na Avenida Infante Dom Henrique 75, no Aterro do Flamengo.