Com o objetivo de combater o assédio, a Secretaria de Estado da Mulher (SEM-RJ) leva orientações e seu protocolo de ação em grandes eventos para a equipe de seguranças de festivais, shows e festas que ocorrem no Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte da campanha “Ouviu um NÃO? Respeite a decisão”.
O protocolo criado pela SEM-RJ tem orientações que visam garantir mais segurança às mulheres para que elas possam curtir shows sem serem importunadas ou agredidas. A ação, que vem sendo realizada em parceria com grandes eventos no estado do Rio de Janeiro, inclui recomendações, que vão desde a iluminação adequada em estacionamentos e banheiros, divulgação de canais de ajuda para mulheres em situação de emergência, à forma como os seguranças devem abordar e agir em casos de agressões e importunações. Também é indicado apresentar à vítima o App Rede Mulher, que possibilita registros online entre outros serviços.
O App Rede Mulher pode funcionar em modo camuflado, para evitar que o possível agressor veja e impeça um pedido de socorro. No aplicativo, a mulher pode acionar o botão de emergência diretamente com o 190, fazer um registro de ocorrência on-line, se informar como solicitar medida protetiva, consultar a lista de centros de atendimento à mulher e registrar até três pessoas que são alertadas em situação de emergência.
Principais pontos do protocolo “Ouviu um Não? Respeite a Decisão!”:
O protocolo deve ser aplicado em situações de violência contra mulher, associadas a crimes sexuais ou violência doméstica e familiar ocorridas em ambientes de lazer, como bares, restaurantes, casas de show e locais nos quais são realizados grandes eventos.
Pontos Importantes:
1. Conscientização:
É essencial que todos os membros da equipe estejam cientes dos desafios enfrentados pelas mulheres em eventos e da importância de oferecer um atendimento diferenciado.
2. Atendimento pleno de atenção:
- Ao receber uma denúncia ou solicitação de ajuda de uma mulher, a equipe deve priorizar o atendimento imediato e dedicar total atenção à vítima.
- Demonstre empatia e compreensão, evitando qualquer tipo de julgamento ou preconceito.
- Esteja disponível para ouvir e encoraje a mulher a compartilhar suas experiências e sentimentos.
3. Escuta ativa:
Pratique a escuta ativa, ou seja, demonstre interesse genuíno pelo relato da mulher.
4. Respeito às decisões da mulher:
- É fundamental respeitar as decisões da mulher em relação ao seu próprio bem-estar.
- Nunca force a vítima a fazer algo que ela não queira, como registrar uma ocorrência policial ou buscar atendimento médico.
- Ofereça informações sobre as opções disponíveis, mas deixe que ela decida o que é melhor para si.
5. Atendimento discreto e humanizado:
- Garanta que o atendimento seja realizado em um ambiente seguro e discreto, longe de olhares curiosos.
- Mantenha a confidencialidade das informações compartilhadas pela vítima.
- Evite fazer comentários ou piadas inadequadas que possam constranger ou desvalorizar a mulher.
6- Atenção prioritária à pessoa agredida:
A atenção prioritária deve ser dada à pessoa atacada. Em caso de agressão, ela deve receber a devida atenção. Em casos graves, ela não pode ser deixada sozinha, a não ser que queira.
7- Não focar no processo penal:
Nesse primeiro momento a vítima deve ser acolhida, devendo se dar atenção à recuperação da pessoa atendida. Questões policiais e do processo penal devem ser tratadas pelas autoridades competentes.
8-Atitude de rejeição do agressor:
Jamais demonstre cumplicidade com o agressor, mesmo que seja apenas para diminuir o clima de tensão no momento da atuação. É importante mostrar uma clara rejeição à atitude agressora.
9-Rigor nas informações:
Respeite a privacidade da pessoa agredida e também a presunção de inocência da pessoa acusada. Por isso, é aconselhável repassar informações sobre o caso apenas às autoridades competentes, evitando a disseminação de notícias falsas de agressão.
Acesse a cartilha aqui
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