É tetra: Seleção Brasileira de Boxe conquista 4 ouros em Astana

É tetra: Seleção Brasileira de Boxe conquista 4 ouros em Astana
É tetra: Seleção Brasileira de Boxe conquista 4 ouros em Astana

 

Fase do campeonato mundial que ocorreu na capital do Cazaquistão rendeu outras três medalhas para a seleção

A Seleção Brasileira de boxe retornou da etapa de Astana da Copa do Mundo de Boxe 2025, capital do Cazaquistão, com uma campanha memorável: sete medalhas, sendo quatro de ouro, duas de prata e uma de bronze. 

Com a participação de mais de 400 pugilistas de 31 países, incluindo potências da modalidade, o Brasil se destacou em um torneio de alto nível, a competição foi organizada pela World Boxing. 

Ela ocorreu entre 1º e 6 de julho, com 20 categorias de peso no masculino e feminino, e marcou a segunda etapa do circuito mundial de 2025, após a edição inaugural em Foz do Iguaçu, que teve 19 países.

No último dia de competições, domingo (6/07), o Brasil esteve presente em seis finais, conquistando quatro ouros. Luiz “Bolinha” Oliveira, neto do medalhista olímpico Servílio de Oliveira (bronze em 1968), abriu a série dourada na categoria até 60kg masculino, dominando o mongol Lundaa Gantumur por decisão unânime (5:0).

Kaian Reis, nos 70kg, superou o indiano Hitesh Gulia com autoridade, vencendo por 5:0 após comandar as ações ofensivas e explorar a guarda baixa do rival. 

Isaías Ribeiro Filho, na categoria até 90kg, derrotou o turco Emrah Yasar por 3:2 em uma luta equilibrada, garantindo o terceiro ouro. Yuri Falcão, sobrinho dos medalhistas olímpicos Esquiva e Yamaguchi Falcão, fechou a campanha vitoriosa nos 65kg, vencendo o indiano Abhinash Jamwal por 3:2, em um combate de alta intensidade.

Entre as mulheres, Rebeca Santos (60kg) e Jucielen Romeu (57kg) chegaram às finais, mas ficaram com a prata. Rebeca protagonizou uma disputa acirrada contra a cazaque Viktoryia Grafeyeva, decidida por 3:2 a favor da atleta da casa.

Jucielen, por sua vez, foi superada pela indiana Jaismine Lamboriya na final dos 57kg, também levando a prata. 

Caroline Almeida, a “Naka”, assegurou o bronze nos 51kg no sábado (05/07), após ser eliminada na semifinal, completando o quadro de sete pódios brasileiros.

A delegação, composta por 14 atletas (sete homens e sete mulheres), demonstrou consistência, com cinco pugilistas alcançando as quartas de final, ficando a uma vitória do pódio.

O desempenho em Astana reforça a força do boxe brasileiro no ciclo para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, em uma campanha marcada pela evolução se forem comparados aos resultados da primeira etapa da Copa do Mundo, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Na ocasião, o Brasil conquistou nove medalhas (três ouros, duas pratas e quatro bronzes), a campanha no Cazaquistão destaca a evolução da equipe, mesmo com uma renovação no elenco.

“Fiquei muito satisfeito com a performance. É um resultado expressivo e anima para as próximas etapas, que são muito difíceis”, afirmou Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que acompanhou a competição. A presença de nações como Cazaquistão, Uzbequistão e Índia, potências no boxe, valoriza ainda mais os resultados.

Por Enzo Anselmo