Prata canarinha: Daniel Cargnin conquista o 2º lugar do mundial de judô

Prata canarinha: Daniel Cargnin conquista o 2º lugar do mundial de judô
Prata canarinha: Daniel Cargnin conquista o 2º lugar do mundial de judô

 

Atleta brasileiro venceu cinco lutas no mesmo dia, mas foi derrotado na decisão pelo vice-campeão olímpico Joan-Benjamin Gaba

O judoca brasileiro Daniel Cargnin conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Judô, em Budapeste, no último domingo (15/06). 

O gaúcho de 27 anos venceu cinco lutas na categoria até 73 kg, mas foi superado na final pelo francês Joan-Benjamin Gaba, vice-campeão olímpico em Paris 2024. Mais cedo no mesmo dia, o Brasil celebrou outra conquista, com o bronze de Shirlen Nascimento na categoria até 57 kg, totalizando duas medalhas no torneio.

Cargnin, que teve uma campanha irregular nas Olimpíadas de Paris, onde caiu na estreia individual e conquistou apenas um bronze por equipes, demonstrou resiliência em Budapeste. 

Sua trajetória no Mundial incluiu vitórias sobre adversários de peso, como o kosovar Akil Gjakova, que o eliminou em Paris, e o alemão Igor Wandtke, algoz na disputa por equipes olímpicas. Ele também superou o montenegrino Jahja Nurkovic, o japonês Tatsuki Ishihara e o sérvio Baisangur Bagajey. 

Na final, contra Gaba, a luta foi equilibrada, com ambos forçando punições no tempo normal. Um corte no supercílio de Cargnin, que exigiu atendimento médico, marcou a prorrogação, onde o francês conseguiu um golpe decisivo no golden score.

“Queria o ouro, mas estou feliz com a caminhada. Já venci e perdi do Gaba antes. Ele mudou a estratégia, abriu mão de lutar como canhoto e dificultou minha pegada. Agora é treinar para sair com o ouro na próxima”, disse Cargnin ao SporTV, destacando a evolução após um ciclo olímpico marcado por lesões.

A prata de Cargnin é um marco para o judô brasileiro: ele é o primeiro judoca do país a chegar a uma final de Mundial desde Rafael Silva, em 2013. 

Shirlen Nascimento complementou o dia positivo com um bronze, reforçando a força do Brasil no feminino. A competição, que segue até sexta-feira (20), ainda pode render mais pódios, com a disputa por equipes prevista para o último dia.

Especulações apontam que Cargnin, agora em ascensão, pode se consolidar como líder da seleção brasileira rumo ao próximo ciclo olímpico. 

A rivalidade com Gaba, que já venceu Cargnin duas vezes em três confrontos, promete novos capítulos, especialmente no Grand Slam de Tóquio, em dezembro. 

O Brasil volta ao tatame nesta segunda (16/06) com Rafaela Silva na categoria até 57 kg, buscando manter o ímpeto em Budapeste.

Por Enzo Anselmo