Recorde anulado: Governo americano determina a retirada dos recordes obtidos por atletas transgêneros

Recorde anulado: Governo americano determina a retirada dos recordes obtidos por atletas transgêneros
Recorde anulado: Governo americano determina a retirada dos recordes obtidos por atletas transgêneros

 

Departamento de Educação ordena que universidades apaguem recordes e proíbam atletas transgênero em equipes femininas

Na última segunda-feira (28/04), o governo americano determinou que a Associação Atlética Universitária Nacional (NCAA) e a Federação Nacional de Associações Estaduais de Ensino Médio (NFHS) retirem os recordes e prêmios conquistados por atletas transgênero.

Segundo o entendimento do Escritório de Direitos Civis vinculado ao Departamento de Educação dos EUA, houve uma violação por parte da Universidade da Pensilvânia (Penn) sobre as garantias do Título IX. Essa é a lei federal proíbe a discriminação com base no sexo, a agressão e o assédio sexual em escolas de ensino fundamental e médio e universidades financiadas pelo governo federal. 

De acordo com  Departamento de Educação, a universidade cometeu um ato de discriminação sexual quando permitiu que uma mulher transgênero pudesse competir na equipe feminina de natação.

A instituição está sendo culpada por “negar às mulheres oportunidades iguais ao permitir que homens competissem em atletismo intercolegial feminino e ocupassem instalações íntimas exclusivas para mulheres”.

No ofício enviado tanto para o presidente da NCAA quanto para o da NFHS, o governo afirma que as atletas de sexo biológico feminino devem ter os títulos e prêmios restituídos busca restaurar os títulos. As duas cartas afirmam que as competidoras teriam sido as campeãs, caso não houvessem sido desclassificadas por atletas trans.

A vice-conselheira do Departamento de Educação, Candice Jackson declarou que: “O NCAA e a NFHS devem corrigir imediatamente as injustiças que as atletas femininas sofreram nos últimos anos, quando essas instituições permitiram que homens competissem em times femininos”.

Embora não tenha sido mencionada no documento enviado para as associações, uma das afetadas seria a atleta Lia Thomas, que foi a campeã do campeonato NCAA de 2022 nos 400 metros livre feminino.

O Departamento de Educação concedeu à Penn 10 dias para retirar os recordes de Thomas, além de ter recebido a ordem de proibir atletas transgênero nas equipes femininas. A universidade também vai precisar enviar cartas de desculpas às atletas femininas cuja “experiência educacional no atletismo foi prejudicada pela discriminação sexual”.

A Penn emitiu uma nota, declarando que não descumpriu nenhuma regra aplicável da Ivy League e NCAA no que tange à participação das atletas transgênero em esportes femininos.

Por Enzo Anselmo