Sem concorrência: Radamés Lattari é eleito presidente da CBV por aclamação

Sem concorrência: Radamés Lattari é eleito presidente da CBV por aclamação
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Segundo mandato do dirigente, que será auxiliado por Gustavo Toroca, irá apostar em um trabalho entre base integrado com as seleções

O ex-treinador de vôlei Radamés Lattari, de 67 anos, foi eleito por aclamação para a presidência da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) até 2029. Este será o segundo mandato de Lattari, que assumiu a presidência em 2023, depois da morte de Walter Pitombo Laranjeiras, à época presidente da confederação.

A chapa “Avança Vôlei Brasil”, composta por Lattari e seu vice Gustavo Toroca, foi a única que se candidatou ao pleito, sendo eleita por aclamação. A votação aconteceu nesta quarta-feira (15/01), na sede da CBV, no Rio de Janeiro.

Radamés Lattari é conhecido no mundo do vôlei, tendo sido técnico da seleção masculina de quadra entre 1997 e 2000, sendo o responsável por liderar a equipe nas Olimpíadas de Sydney, alcançando a sexta colocação. Ele também foi o supervisor da equipe feminina e já trabalhou em outras áreas da CBV.

Nesse novo mandato, o ex-técnico multicampeão declarou que planeja ampliar o trabalho entre base e as seleções. Em entrevista concedida depois de ser eleito, Lattari destacou a importância de trabalhar a base do país, de modo que hajam jogadores em condições de jogar a  Superliga brasileira.

Ele também ressaltou a dificuldade em manter os atletas nacionais no país tendo uma moeda fraca, e que a principal prioridade, caso haja baixa do dólar, é garantir que os atletas joguem no Brasil. No entanto, ele apontou que a saída dos principais jogadores para o exterior é uma oportunidade para que jogadores mais jovens e talentosos cheguem mais cedo nas nossas Super Ligas nacionais.

Durante o primeiro mandato de Lattari, o vôlei brasileiro obteve duas medalhas nos Jogos de 2024: o ouro de Duda e Ana Patrícia na areia e o bronze da seleção feminina de quadra. O país não ganhou nenhuma medalha na categoria masculina em Paris.

Por Enzo Anselmo