No topo do Cone Sul: Mafê e Cachorrão são eleitos os melhores nadadores da América do Sul
Os brasileiros faturaram o prêmio da SwinSwan, organização norte-americana foi especializada no esporte
Mesmo não obtendo resultados expressivos nas últimas olimpíadas, a natação brasileira ainda consegue demonstrar qualidade, se sobressaindo no cenário sul-americano. Os dois principais destaques são os dois jovens talentos Maria Fernanda Costa e Guilherme Costa, conhecidos como Mafê e Cachorrão.
Nesta semana, os dois receberam o prêmio Swammy Awards, na categoria feminina e masculina, de melhores nadadores da América do Sul de 2024. A premiação foi realizada pela SwinSwan, que é uma organização de notícias norte-americana especializada em natação.
Mafê tem 22 anos e tem se destacado nas competições de nado livre, batendo três recordes sul-americanos no ano de 2024, nos 200, 400 e 800 metros livres, no Campeonato Mundial de Percurso Longo em Doha, no Catar. Ela ainda foi a responsável por quebrar um jejum brasileiro de 76 anos nas olimpíadas, ao se classificar para a final dos 400 metros livres, onde ficou em 7º lugar.
Já Guilherme Costa, ou Cachorrão, também tem 22 anos e vem ganhado cada vez mais espaço nas provas de média distância. Responsável por estabelecer um novo recorde (3min42s76) no continente americano, ele bateu o antigo recorde do americano Larsen Jensen (3min42s78), que durava 16 anos, na prova olímpica dos 400 metros livres. Mesmo terminando em 5º lugar na final, ele ficou a 0,23 segundos atrás do pódio, sendo essa a melhor posição para um sul-americano em qualquer evento de natação nos jogos.
Mesmo sem receberem um prêmio, os nadadores Ana Marcela Cunha e Guilherme Caribé receberam menções honrosas em cada categoria. Caribé, em especial, alcançou a prata nos 50m e 100m livres do Campeonato Mundial – estabelecendo um recorde continental nesta última.
Reportagem por Enzo Anselmo