Final de semana à la Senna: Chuva, homenagens e uma corrida emocionante
Dificuldades provocadas pela chuva apenas ajudaram a tornar a edição do GP de Interlagos mais emocionante
Temporal, aguaceiro, pé d'água. Esses são apenas alguns dos sinônimos conhecidos da palavra chuva. No entanto, se você perguntar para a maioria dos brasileiros com mais de 35 anos, outra palavra, ou melhor um sobrenome, será associado: Senna
Faz 30 anos que o “Rei da Chuva” se foi, mas sua memória e legado continuam mais vivos do que nunca. Isso foi provado ontem (03/11), no autódromo de Interlagos, que foi palco de grandes homenagens, dentro e fora do circuito. Nem mesmo uma bandeira vermelha ou 5 pilotos terem abandonado a corrida, foi suficiente para esmorecer os fãs que, no melhor estilo Senna, se mostraram mais fortes na chuva.
A força desse legado foi vista tanto nos adultos quanto nos mais jovens que se emocionaram juntos, ao ver Lewis Hamilton guiar a McLaren do bicampeonato de Senna por quatro voltas. A última, inclusive, com o heptacampeão levando uma bandeira brasileira entregue por fãs, tal qual Ayrton fez tantas vezes. Ao final da volta, o britânico disse que reviveu a infância ao homenagear o tricampeão.
O espírito de Senna também se fez presente na pilotagem de Max Verstappen que, embora não tenha feito uma boa qualificação largando em 17º lugar, não desistiu. Tal qual faria Senna, entregou uma pilotagem de classe, sem erros e que calou a boca de jornalistas que falavam que o reinado do holandês estava ameaçado, fazendo segundo ele, a melhor prova da carreira. Não satisfeito em alcançar o topo do pódio, Verstappen emendou uma volta mais rápida atrás da outra e terminou a prova com uma diferença de mais de 19 segundos em relação ao segundo colocado.
Por Enzo Anselmo