“A medalha é nossa”: paramaratonista Elena Congost promete ir aos tribunais para reaver o bronze
Atleta perdeu o terceiro lugar depois de ter soltado a corda que a ligava ao seu atleta-guia, na maratona de Paris
A paratleta espanhola Elena Congost, está tentando recuperar a medalha de bronze da prova de maratona T12 feminina das paralimpíadas de Paris 2024 nos tribunais.
Em uma carta de apelação, enviada para o Comitê Paralímpico Internacional, ao Comitê Olímpico, ao Comitê Organizador Paris 2024 e ao Ministro do Esporte francês, em setembro, ela reivindica a conquista.
Elena foi desclassificada da prova ao final da corrida, por ter soltado a corda que os corredores com deficiência visual precisam segurar, de modo que seus guias os mantenham no caminho certo. A espanhola teria feito isso para ajudar seu guia, Mia Carol, a se levantar, quando este caiu a 10 metros da linha de chegada.
Após terem cruzado a linha de chegada, Elena e Mia tinham certeza de que haviam conquistado seus lugares no pódio. Mas pouco depois de terem atravessado, os organizadores desclassificaram a dupla, e o terceiro lugar acabou indo para a japonesa Misato Michishita.
A regra de não soltar a corda foi escrita porque, em algumas edições, houveram atletas que alcançaram a chegada sozinhos. Segundo Elena, recuperar a medalha é uma questão de reparar uma injustiça e uma má interpretação por parte dos organizadores do evento.