No bate papo de hoje no toda tarde, Cláudia Barcellos conversou com o diretor e co autor da peça para meu amigo branco.
Como se constrói um racista? Onde aprendemos a ser racistas? O conflito entre um pai negro e um pai branco no ambiente escolar traz à tona reflexões sobre o racismo estrutural brasileiro
Dirigida por , a peça “para meu amigo branco”, estréia dia 27 de julho, na arena do sesc copacabana. Assinada por Rodrigo e Mery Delmond, a dramaturgia inédita é inspirada no livro homônimo do jornalista e apresentador Manoel Soares e trata de um episódio de racismo entre crianças da escola. A menina Zuri, de 8 anos, é chamada pelo coleguinha de “negra fedorenta da cor de cocô”. Ao solicitar explicação à escola, o pai da menina, monsueto (Reinaldo Júnior, indicado ao prêmio shell de melhor ator em 2023), descobre que o racismo sofrido por sua filha estava sendo tratado como “coisa de criança”, bullying. A idealização e produção do espetáculo é do diretor, produtor teatral e jornalista João Bernardo Caldeira, para quem Manoel contou, numa entrevista, o caso de racismo que viveu com um de seus filhos na escola
No elenco estão ainda Alex Nader, Stella Rodrigues e Mery Delmond. A peça tem sessões de quinta a domingo, às 20h, até 20 de agosto.
Rodrigo França é cineasta, articulador cultural, ator, diretor, dramaturgo, escritor e artista plástico. Filósofo político e jurídico, atuando como pesquisador, consultor e professor de direitos humanos fundamentais. É ativista pelos direitos civis, sociais e políticos da população negra no brasil.