A gênese da Fundação MIS é destaque no “Essência MIS”
O episódio desta semana apresenta o papel fundamental de Ricardo Cravo Albin, primeiro diretor da F.MIS, que deu identidade própria à instituição recém-criada em 1965 e a transformou em referência nacional. Sua gestão reuniu nomes como Sérgio Cabral, Paulo Tapajós e Almirante, e lançou bases inovadoras para que o museu fosse não apenas um guardião do passado, mas também um espaço de debate e valorização das manifestações culturais do presente.
Entre os marcos dessa fase está a criação do Conselho de Música Popular Brasileira, integrado por artistas e intelectuais que ajudaram a legitimar a música popular como patrimônio cultural digno de preservação. Desse movimento nasceu também um dos projetos mais emblemáticos da instituição, a série Depoimentos para a Posteridade. Criada em 1966, apenas um ano após a fundação do museu, a iniciativa idealizada por Cravo Albin foi pioneira ao registrar, em áudio, e anos depois em vídeo, relatos de grandes nomes da cultura. Os primeiros depoimentos foram de Pixinguinha, Heitor dos Prazeres e João da Baiana, e ao longo dos anos mais de 1.100 testemunhos foram gravados, tornando-se um acervo único e insubstituível da memória cultural brasileira.
O programa é apresentado por Carlos Filho, responsável pelo setor Sonoro da F.MIS. A sonorização foi realizada por Renato Alencar, sonoplasta do museu.