Sempre se superando: Caio Souza obtém melhor resultado em mundiais em individual geral
Este já é a melhor qualificação do atleta desde o torneio de Liverpool, sua melhor colocação anterior
Caio Souza marcou seu nome na história da ginástica artística brasileira ao alcançar a nona colocação na final do individual geral do Mundial de Jacarta, Indonésia, nesta quarta-feira (22/10), superando o décimo lugar obtido em Liverpool 2022.
Com 80,530 pontos, o ginasta de 32 anos ficou a poucos passos de um pódio inédito para o Brasil, prejudicado apenas por uma queda na última acrobacia do solo, que resultou em uma penalidade de 0,1 ponto.
Diogo Soares, outro brasileiro na final, terminou em 17º, com 77,264 pontos. Ambos seguem na disputa por medalhas: Caio na final das argolas na sexta-feira (24/10) e Flávia Saraiva na trave no sábado (25/10).
Caio Souza brilhou com apresentações consistentes, vibrando a cada saída cravada. Seu melhor desempenho foi nas argolas (13,866, terceiro melhor da final), seguido pelo salto (14,133, quinto) e barras paralelas (13,833, nono).
Na barra fixa, marcou 13,866 (décimo), mas no cavalo com alças (12,466, 17º) e no solo (12,366, 17º) teve notas mais baixas, impactadas pela queda no último aparelho.
“Não fosse por essa queda, Caio poderia ter se aproximado do pódio. Ele é um guerreiro incansável”, destacou Ricardo Yokoyama, treinador do ginasta.
Diogo Soares, com séries em construção para o ciclo de Los Angeles 2028, teve como destaques o solo (13,233, oitavo) e o cavalo com alças (13,466, oitavo). Suas notas foram mais modestas nas argolas (12,566, 15º), salto (13,400, 19º), barras paralelas (13,166, 21º) e barra fixa (11,433, 23º), onde duas quedas o afastaram do top-10.
“As séries do Diogo ainda estão em consolidação. O Mundial de Jacarta é essencial para mostrar o que podemos melhorar”, analisou Daniel Biscalchin, técnico de Soares.
O japonês Daiki Hashimoto confirmou seu favoritismo e conquistou o tricampeonato mundial do individual geral com 85,131 pontos, sua quinta medalha de ouro em Mundiais.
Após falhar nas Olimpíadas de Paris 2024, o campeão olímpico de Tóquio 2020 entregou uma prova quase perfeita.
A prata ficou com o chinês Zhang Boheng (84,333), vice-campeão olímpico e campeão mundial de 2021, enquanto o suíço Noe Seifert surpreendeu com o bronze (82,831), aproveitando erros de rivais como Shi Cong e o atual campeão olímpico Oka Shinnosuke.
O nono lugar de Caio é o melhor resultado dele no individual geral em Mundiais, mas não supera seu quinto lugar no salto em edições anteriores.
A melhor colocação brasileira na prova segue sendo o quinto lugar de Sérgio Sasaki em 2013.
Com quatro finais garantidas no Mundial – Caio no individual geral e argolas, Diogo no individual geral e Flávia Saraiva na trave –, o Brasil reforça sua força no cenário global.
As finais, com transmissão ao vivo pela SporTV, Time Brasil TV e CazéTV, e cobertura em tempo real no ge.globo.
Por Enzo Anselmo