Surfando em recordes: Brasileiro pode ter sido o primeiro a surfar em uma onda de 100 pés

Surfando em recordes: Brasileiro pode ter sido o primeiro a surfar em uma onda de 100 pés
Surfando em recordes: Brasileiro pode ter sido o primeiro a surfar em uma onda de 100 pés

 

 Estudo científico indica que Vini dos Santos pode ter batido recorde mundial ao encarar onda de 30 metros

A temporada de ondas gigantes da cidade de Nazaré, em Portugal, que vai de outubro a abril, mal começou e já tem um brasileiro que pode estar disputando um recorde mundial.

Isso porque, de acordo com um estudo apresentado no International Workshop on Waves, Storm Surges & Coastal Hazards, na Universidade de Cantábria, na Espanha, pode ter atestado que catarinense Vinicius “Vini” dos Santos é o primeiro a surfar uma onda de 30 metros.

O feito teria ocorrido em fevereiro de 2022, durante a tempestade Eunice, onde Vini surfou uma onda gigante na praia portuguesa, que pode ter passado dos 100 pés.

A medição foi realizada pelo oceanógrafo Douglas Nemes, que utilizou um modelo matemático que levou em conta a altura do atleta e comparou com imagens da sequência, apontando uma onda de no mínimo 29,68 metros (97,37 pés), podendo chegar a 30m.

No ano em que a manobra foi realizada, o estudo já havia sido feito e divulgado, repercutindo em veículos do mundo inteiro, e voltou a ser pauta durante o congresso mundial de oceanografia, realizado na Espanha no início de outubro.
— O método utilizado tanto na onda do Lucas Chumbo quanto na do Vini dos Santos é o mesmo, e é o que está sendo aplicado em qualquer outro lugar de ondas grandes — explicou o cientista Douglas Nemes, que foi o mesmo cientista que validou a onda de Lucas Chumbo na Laje da Jaguaruna como a maior já surfada no Brasil.

Atualmente o recorde mundial oficial, validado pelo Guinness Book, é de 26,21 metros (86 pés), do surfista alemão Sebastian Steudtner, também em Nazaré, em outubro de 2020.

Agora Vini espera pela análise de outros especialistas em oceanografia, buscando reforçar a confiabilidade dos dados e preparando o caminho para a validação junto ao Guinness World Records.

Por Enzo Anselmo