Mais um tetra: Jerusa Geber conquista seu quarto ouro olímpico nos 100m rasos
O resultado coloca a atleta acreana ao lado de Terezinha Guilhermina como maior medalhista do Brasil em Mundiais
Nesta quarta-feira (01/10), Jerusa Geber se igualou a Terezinha Guilhermina como a maior medalhista do Brasil em Mundiais Paralímpicos de atletismo.
A atleta acreana praticamente voou na final dos 100m T11 (classe para pessoas cegas), conquistando seu tetracampeonato em Nova Déli, na Índia, ao lado do seu guia Gabriel Garcia.
A vitória veio em grande estilo, visto que quebrou o recorde da competição com o tempo de 11s81, não superando por um centésimo seu próprio recorde mundial.
A medalha contribuiu para que o Brasil pudesse se manter no topo do quadro de medalhas de Nova Déli, em um dia que rendeu de três medalhas para o país, com a prata de Raissa Machado no lançamento de dardo F56 e o bronze de Jean Oliveira da Silva nos 5.000m T13.
Com o resultado, a delegação brasileira acumula 30 medalhas em Nova Déli: oito ouros, 15 pratas e sete bronzes, estando um ouro na frente da China, além de nove pódios a mais que a rival no total.
A competição, que se encerra no domingo (05/10), marca a busca brasileira para superar os 47 pódios alcançados nos jogos de Paris 2023, melhor desempenho na história do evento.
No ano passado, na cidade japonesa de Kobe, os brasileiros tiveram o maior número de ouros: 19.
Competindo em Paralimpíadas desde Pequim 2008, Jerusa soma seis medalhas e é a atual campeã dos 100m e dos 200m T11, títulos que alcançou sempre ao lado do guia Gabriel Garcia, atleta que correu pela delegação brasileira no revezamento 4x100m nas Olimpíadas de Paris.
Nesta quarta (01/10), a dupla não largou tão bem quanto as outras competidoras, mas aceleraram muitos nos últimos metros para garantir o primeiro lugar com 11s81, quebrando o recorde da competição - a marca de 12s13 de Terezinha Guilhermina durava desde 2011.
A chinesa Liu Yiming foi prata (12s11) e a espanhola Alba Garcia Falagan completou o pódio (12s21).
Vencer nesta quarta fez com que Jerusa pudesse chegar a 12 medalhas, se igualando a Terezinha Guilhermina como as maiores medalhistas do Brasil em Mundiais, as duas velocistas competindo pela classe T11, para pessoas cegas - entre os homens, Yohansson Nascimento é o recordista com 11 pódios.
A acreana agora acumula em seu cartel seis ouros, cinco pratas e um bronze em Mundiais, e irá disputar os 200m T11 em Nova Déli, buscando se isolar como recordista.
Por Enzo Anselmo