Títulos que não acabam: Brasil sobe mais uma vez no topo do pódio do mundial paralímpico de natação

Títulos que não acabam: Brasil sobe mais uma vez no topo do pódio do mundial paralímpico de natação
Títulos que não acabam: Brasil sobe mais uma vez no topo do pódio do mundial paralímpico de natação

 

 Gabriel Bandeira bate recorde mundial e Carol Santiago alcança o tetra nos 100m livres

A delegação brasileira voltou a fazer história no Mundial Paralímpico de Natação 2025, em Singapura, conquistando seis medalhas nesta quinta-feira (25/09), sendo duas de ouro.

Gabriel Bandeira foi o grande destaque ao vencer os 200m medley S14 com um novo recorde mundial, enquanto Carol Santiago confirmou o favoritismo e faturou o tetracampeonato nos 100m livre S12.

O Brasil ainda assegurou uma prata e três bronzes, mas caiu da quarta para a sexta posição no quadro geral, com 10 ouros, 12 pratas e nove bronzes.

Gabriel Bandeira, de 25 anos, retornou ao topo do pódio em grande estilo. O campeão paralímpico de Tóquio 2020 quebrou o recorde mundial dos 200m medley S14 (classe para deficiência intelectual), cravando 2min05s40 e superando a marca anterior do canadense Nicholas Bennett (2min05s97) por 50 milésimos.

A prova foi dominada pelo brasileiro, que abriu vantagem no nado borboleta (0s86 à frente do segundo colocado) e no costas (1s60).

Apesar de ser ultrapassado por Bennett no peito, Gabriel recuperou a liderança no crawl, garantindo seu segundo título mundial na prova, o primeiro desde a Ilha da Madeira 2022. O britânico Rhys Darbey levou a prata, e Bennett ficou com o bronze.

Com um ouro e três pratas já garantidos em Singapura, Bandeira ainda disputará os 100m borboleta S14, onde defende o título mundial, e o revezamento 4x100m medley misto, com chances de ampliar sua coleção de pódios.

Já Carol Santiago, de 40 anos, consolidou sua hegemonia nos 100m livre S12 (classe para baixa visão), conquistando o tetracampeonato com o tempo de 1min00s51.

A nadadora, que não enxergou claramente a chegada e precisou ser informada do ouro, liderou uma dobradinha brasileira com Lucilene Sousa, que ficou com o bronze (1min01s21). A japonesa Ayano Tsujiuchi levou a prata (1min00s73).

Dona de dez medalhas paralímpicas, Carol fechou sua participação em provas individuais com 100% de aproveitamento, somando três ouros e um ouro em revezamento no Mundial.

O Mundial de Singapura, que vai até 27 de setembro, é o primeiro do ciclo para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028. Com 29 nadadores (16 homens e 13 mulheres), o Brasil busca repetir a campanha histórica de 2022 na Ilha da Madeira, quando terminou em terceiro com 53 medalhas.

As classes paralímpicas vão de S1 a S10 (deficiência físico-motora, com S1 sendo o maior comprometimento), S11 a S13 (deficiência visual) e S14 (deficiência intelectual).

Por Enzo Anselmo