Treze de uma vez: Brasil tem desempenho excepcional no segundo dia do mundial paralímpico de natação

Treze de uma vez: Brasil tem desempenho excepcional no segundo dia do mundial paralímpico de natação
Treze de uma vez: Brasil tem desempenho excepcional no segundo dia do mundial paralímpico de natação

 

 Com treze atletas nas finais, o destaque fica com Carol Santiago nos 50m livre S12 e o revezamento 4x50m medley misto

A delegação brasileira tem brilhado nas eliminatórias do Mundial Paralímpico de Natação 2025, em Singapura, depois de ter classificado 13 atletas para as finais individuais e garantindo presença no revezamento 4x50m medley misto 20 pontos.

Um dos grandes destaques foi Carol Santiago, que avançou à final dos 50m livre S12 com o objetivo de buscar mais um ouro. A pernambucana terá a companhia de Lucilene Sousa, também classificada na mesma prova.

Além de Carol e Lucilene, o Brasil assegurou vagas nas finais com João Pedro Brutos (100m peito SB14), Debora Carneiro, Beatriz Carneiro e Beatriz Flausino (100m peito SB14), Lídia Cruz e Patrícia Santos (150m medley SM4), Tiago Oliveira e Samuel Oliveira (50m borboleta S5), Alessandra Oliveira (50m borboleta S5), Talisson Glock (200m medley SM6) e Gabriel Cristiano (100m borboleta S8).

No revezamento 4x50m medley misto 20 pontos, a equipe formada por Samuel Oliveira, Alessandra Oliveira, Tiago Oliveira e Mayara Petzold também avançou, reforçando as chances de pódio.

Os únicos brasileiros que não passaram das classificatórias foram Douglas Matera (50m livre S12) e Victor Almeida (100m borboleta S9).

O Mundial de Singapura, que marca o início do ciclo para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028, já rendeu seis medalhas ao Brasil no primeiro dia.

Carol Santiago foi o grande nome, conquistando o tricampeonato nos 100m costas S12 com o tempo de 1min09s42, sua 14ª medalha de ouro em Mundiais. A britânica Ela Letton-Jones (1min12s44) ficou com a prata, seguida por Carroll (1min12s97).

Alessandra Oliveira, estreante em Mundiais, também brilhou ao vencer os 100m peito SB4 com recorde mundial.

Outros pódios no dia de abertura incluíram a prata de Gabriel Bandeira nos 200m livre S14 e os bronzes de Thomaz Matera (50m livre S11), Samuel Oliveira (50m livre S5, com 31s67) e Patrícia Pereira (50m peito SB3, com 57s70).

A italiana Monica Boggioni (53s95) e Mira Larionova, dos Atletas Paralímpicos Neutros (56s33), completaram o pódio do 50m peito SB3, enquanto o chinês Jincheng Guo levou o ouro nos 50m livre S5 com sua técnica única, que utiliza um “escudo de ar” para reduzir a resistência da água.

Na natação paralímpica, as classes são divididas conforme o tipo e grau de deficiência: S1 a S10 para limitações físico-motoras (S1 com maior comprometimento, S10 com menor), S11 a S13 para deficiência visual e S14 para deficiência intelectual.

O Brasil, com 29 nadadores (16 homens e 13 mulheres), busca repetir ou superar sua melhor campanha em Mundiais, alcançada em 2022 na Ilha da Madeira, Portugal, quando terminou em terceiro no quadro de medalhas com 53 pódios (19 ouros, 10 pratas e 24 bronzes).

O Mundial de Singapura, que vai até 27 de setembro, é o primeiro da modalidade na Ásia e reúne mais de 580 atletas de diversas nações.

Por Enzo Anselmo