Sede mais uma vez: CBG estuda possibilidade de trazer Mundial de ginástica artística para o Brasil
Após sucesso do mundial da categoria rítmica, presidente da confederação tem planos até para uma possível Copa do Mundo
Depois da campanha vitoriosa que trouxe duas medalhas inéditas para a ginástica brasileira no Mundial de Ginástica Rítmica, o diretor-geral da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) Ricardo Resende já tem planos para que o Brasil possa sediar novos campeonatos.
Graças não apenas ao bom desempenho das brasileiras, mas também ao despertar da curiosidade das pessoas sobre o esporte, o diretor afirmou que há desejo de trazer também o Mundial de ginástica artística no próximo ciclo olímpico, após os Jogos de Los Angeles, em 2028, com a possibilidade de a Copa do Mundo ser incluída no mesmo pacote.
"No próximo ano, teremos cinco Pan-Americanos a serem realizados no Brasil e, a partir de 2027, vamos começar a solicitar a Copa do Mundo de ginástica rítmica. Em um futuro breve, com certeza, sediaremos o Campeonato Mundial de ginástica artística. É um pensamento nosso, faz parte do nosso planejamento futuro. Eu já faço esse pedido ao presidente da Federação Internacional há um tempo, manifestando o interesse do Brasil em ser sede da competição" - contou o diretor.
De acordo com Resende, os planos para trazer o Mundial de ginástica artística seriam organizados tendo em mente uma data a partir de 2029, visto que as sedes das edições de 2026 e 2027 já estão definidas, ocorrendo em Roterdã, na Holanda, e Chengdu, na China. Em outubro, o torneio vai ocorrer em Jacarta, na Indonésia.
O Mundial de ginástica rítmica, que aconteceu entre 19 e 24 de agosto no Rio de Janeiro, foi o primeiro disputado em um país da América do Sul, com o Brasil tendo contado, inclusive, com o apoio de países vizinhos ao longo da campanha de candidatura.
Logo depois do Mundial de ginástica rítmica, Morinari Watanabe, presidente da Federação Internacional de Ginástica, fez elogios ao torneio.
"Graças ao excelente trabalho do Comitê Organizador e ao apoio vibrante dos torcedores, este campeonato está entre os melhores da história. A atmosfera na arena refletiu a cultura única do Brasil e o amor pela dança, um palco ideal para a ginástica rítmica. Os próprios atletas disseram que esperam voltar aqui para futuros campeonatos. Verdadeiramente, não pode haver maior elogio", disse em um trecho do comunicado.
A ginástica artística teve a sua bolha perfurada no país graças ao surgimento da geração de atletas que contou com Daiane dos Santos e Daniele Hypólito. Mas a modalidade explodiu de verdade no país com os pódios de Rebeca Andrade em Tóquio e Paris, que a sagraram como a maior medalhista olímpica do Brasil.
Na edição dos Jogos de 2024, houve ainda a medalha de bronze com a equipe que conta com Jade Barbosa, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Julia Soares.
Reportagem por Enzo Anselmo