“Transformado”: atleta catarinense de salto com vara volta a competir mirando LA 2028

“Transformado”: atleta catarinense de salto com vara volta a competir mirando LA 2028
“Transformado”: atleta catarinense de salto com vara volta a competir mirando LA 2028

 Thiago Braz conquista o ouro no Troféu Brasil depois de um ano afastado das competições, devido à caso de doping

Quase dois anos após ser afastado por doping, Thiago Braz, campeão olímpico do salto com vara na Rio 2016 e bronze em Tóquio 2020, deu o primeiro passo em sua volta às competições ao conquistar o ouro no Troféu Brasil de Atletismo, no último domingo (03/08), em São Paulo.

Representando a Associação Atletismo de Blumenau (AABLU/SME), o atleta de 31 anos venceu com a marca de 5,26m, bem abaixo de seu recorde olímpico de 6,03m, mas suficiente para marcar seu retorno após 16 meses de suspensão.

Com os olhos voltados para os Jogos de Los Angeles 2028, Braz afirmou: “Vou guerrear por medalha de qualquer jeito.”

Suspenso em julho de 2023 por uso de ostarina, substância proibida que auxilia no ganho de massa muscular, Thiago só voltou a competir em 27 de novembro de 2024, após cumprir a punição que o tirou das Olimpíadas de Paris 2024.

A preparação para o Troféu Brasil sofreu um atraso, devido a Braz ter realizado um retiro espiritual de um mês pelo Egito, Jordânia e Israel, onde percorreu rotas religiosas, incluindo locais associados à vida de Jesus.

“Eu me preparei pouco esse ano. Tive as minhas causalidades, os meus porquês. Viajei, fiquei um mês fora, tive experiências lá em Israel, foi legal para caramba. Mas confesso, fiquei um pouco sem treinar lá. Então não estava tão preparado assim pro Troféu (Brasil). Mas na medida do possível eu vim e dei o meu melhor. E foi o que eu saltei hoje - disse Braz. - Fiquei duas semanas fora e foi uma experiência absurda espiritualmente falando. Passamos uma semana no Egito, com 212 pessoas, depois fomos para a Jordânia, Petra e Israel. Foi doideira. Foi uma jornada espiritual, passamos onde Jesus passou, tivemos experiências muito fortes. É bem lindo, quem pisar lá sai transformado, acredito. Por que eu saí.”

A marca de 5,26m está distante do recorde mundial de Armand Duplantis (6,28m) e das melhores performances globais, mas Braz mantém o otimismo para o próximo ciclo olímpico.

“Olimpíada é sempre uma surpresa. Não importa quem salta 6,20m ou 6,10m, a gente tem que superar [...] mas eu vou me preparar”, declarou.

Com planos de competir em Mundiais e Pan-Americanos, o atleta traça 2028 como o ponto final de sua carreira.

 

Reportagem Enzo Anselmo.