Aumento de pena: jogadora de vôlei ganha mais dois anos de suspensão por jogar torneio santista
Tandara havia sido punida por uso de substância ilegal no ano de 2021
A jogadora de vôlei Tandara Caixeta, campeã olímpica em Londres 2012, foi suspensa por mais dois anos pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), conforme anunciado em 5 de julho de 2025.
A nova punição, que começou em 7 de julho e se estende até 6 de julho de 2027, veio após a atleta descumprir a suspensão anterior ao competir no Campeonato Brasileiro Master, em maio, em Santos (SP).
A brasiliense de 36 anos, que testou positivo para ostarina em 2021, só poderia retornar às quadras em julho de 2025, mas agora enfrentará um novo período de afastamento.
Tandara foi suspensa preventivamente durante as Olimpíadas de Tóquio 2021, após a detecção da substância anabolizante ostarina em um exame realizado em 7 de julho daquele ano, no Rio de Janeiro.
Condenada a quatro anos de suspensão pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem, a oposta, que passou por clubes como Osasco e Audax-RJ, afirmou ser inocente e processou farmácias por suposta contaminação cruzada, mas o argumento não foi aceito.
A nova infração ocorreu ao participar do torneio amador organizado pela Associação Nacional de Esportes, violando a regra do Código Mundial Antidopagem que proíbe atletas suspensos de treinar ou competir em eventos filiados. “O atleta em cumprimento de suspensão não poderá treinar com outros atletas ou usar instalações de clubes filiados”, destacou a ABCD.
“Essa situação é muito dolorosa, porque sempre defendi minha inocência. Vou seguir lutando para provar que não fiz nada errado”, declarou Tandara, que na época da primeira punição já prometia recorrer.
Com uma carreira marcada por conquistas como o ouro olímpico de 2012, bronze no Mundial de 2014, três títulos de Grand Prix, um de Copa dos Campeões e um de Jogos Pan-Americanos (Guadalajara 2011), a jogadora agora enfrenta um novo revés.
Por Enzo Anselmo