Quase lá: Seleção brasileira de vôlei feminino perde final para Itália

Quase lá: Seleção brasileira de vôlei feminino perde final para Itália
Quase lá: Seleção brasileira de vôlei feminino perde final para Itália

 

Equipe canarinho é superada pela segunda vez na temporada por seleção europeia

A seleção feminina de vôlei do Brasil deu tudo em quadra, mas não conseguiu superar a Itália na final da Liga das Nações (VNL) 2025, disputada no último domingo (27/07), em Lodz, Polônia.

As atuais campeãs olímpicas fizeram valer o favoritismo e a sequência de 29 vitórias consecutivas, vencendo por 3 sets a 1 (22/25, 25/18, 25/22 e 25/22) em mais de duas horas de jogo. Com o resultado, o Brasil conquistou o vice-campeonato, marcando sua quarta final na competição sem levantar a taça.

O jogo começou com o Brasil surpreendendo. Após a Itália abrir 21 a 17 no primeiro set, as brasileiras reagiram com uma sequência de sete pontos, liderada por Gabi Guimarães e Júlia Kudiess, fechando em 25 a 22.

No entanto, a Itália ajustou sua tática no segundo set, com saques agressivos que quebraram a recepção brasileira. Paola Egonu e Sarah Fahr comandaram o ataque, e as europeias empataram com um tranquilo 25 a 18.

No terceiro set, o Brasil equilibrou as ações com a entrada de Rosamaria, mas a substituição de Egonu por Ekaterina Antropova manteve o nível italiano. Apesar de encostar no placar (21 a 20), o Brasil viu a Itália fechar em 25 a 22.

No set final, as brasileiras chegaram a empatar em 16 a 16 com um bloqueio de Gabi, mas quatro pontos consecutivos da Itália, dois de bloqueio de Antropova, definiram o tricampeonato italiano por 25 a 22.

Gabi foi a maior pontuadora brasileira, com 15 pontos, seguida por Júlia Kudiess (12) e Júlia Bergmann (11). 
Pela Itália, Antropova, que entrou no terceiro set, liderou com 18 pontos, enquanto Egonu marcou 12 antes de ser substituída.

“Para mim, foi incrível jogar com esse time, representar o Brasil. É uma coisa que todas nós, atletas, desejamos, esperamos. Fico feliz por estar aqui. Não foi o resultado que queríamos, mas não faltou entrega, dedicação. Trabalhamos, estudamos, sabíamos que a Itália não era um time fácil. Demos nosso máximo, fizemos o que pudemos”, declarou a líbero Marcelle, estreante na seleção principal e destaque na defesa.

Apesar do tabu de oito anos sem títulos intercontinentais desde o Grand Prix de 2017, o Brasil segue na elite mundial, com pratas em Tóquio 2020 e no Mundial de 2022, além do bronze em Paris 2024.

A VNL 2025 marcou a volta de Júlia Kudiess, que igualou o recorde de 63 pontos de bloqueio na competição. Agora, a equipe de José Roberto Guimarães foca no Mundial de Vôlei 2025, de 22 de agosto a 7 de setembro, na Tailândia, onde buscará o primeiro título da história contra Grécia, França e Porto Rico na fase de grupos.