Um belo legado: Cris Cyborg anuncia aposentadoria do mundo das luta depois de 20 anos de pioneirismo
Lutadora deseja voltar para o Brasil e cursar veterinária
A lutadora brasileira Cris Cyborg, que completou 40 anos na última quarta-feira (09/07) e tem cinco cinturões conquistados, anunciou que está vivendo a última parte de sua carreira de 20 anos no mundo das lutas.
Ela havia se programado para deixar os ringues neste ano, mas optou por concluir seu contrato com a PFL (Professional Fighters League) antes de pendurar as luvas.
Sonhando com o futuro, os planos da lutadora, que é apaixonada por animais e dona de um rancho no Brasil, ela pretende voltar ao país e cursar medicina veterinária.
“Sempre tive o sonho de ser veterinária, acredito que vou voltar a estudar, morar perto da minha família, do meu pai, da minha mãe. Faz muito tempo que eu fui embora do Brasil, e quero aproveitar esse tempo com a minha família, mudar o capítulo da minha vida” - comentou a campeã num bate-papo informal em seu canal de transmissão pessoal.
Cris começou sua trajetória no MMA em 2005, enfrentando Erica Paes em sua primeira luta, e vem acumulando vitórias significativas, incluindo um nocaute sobre Gina Carano em 2009, que lhe rendeu seu primeiro cinturão.
Com 28 vitórias no currículo, Cyborg conquistou títulos no Strikeforce, Invicta, Bellator, UFC e PFL, se tornando uma referência para novas atletas, inspirando muitas a ingressar no MMA.
Além de lutar por mais duas vezes na Professional Fighters League, Cris vai disputar um cinturão no boxe antes de encerrar sua carreira de lutadora. Desde que participou da primeira luta na nobre arte, em setembro de 2022, a atleta venceu os seis duelos que disputou.
Com duas décadas no mundo das lutas profissionais, a brasileira percebeu que diversas mulheres se inspiraram em sua carreira para ingressar em uma modalidade esportiva em que a maior parte dos seus atletas eram homens.
“Eu acredito que esse foi o meu papel principal: abri as portas para as novas atletas virem. Fico muito feliz quando as atletas vêm falar comigo: "Cris, eu comecei a lutar quando eu vi a tua luta com a Gina Carano". Fico muito grata, porque era o que eu queria mostrar. E também lutar assim como os homens lutam. Quando falam em luta de mulher algumas pessoas pensam: "vai puxar o cabelo, não é legal a luta de mulheres". Então eu quis mostrar violência nas minhas lutas, a busca do nocaute e fazer com que os fãs gostem de assistir a luta e eu acredito que consegui conquistar os fãs”.
Por Enzo Anselmo